Operação Mulher Segura já prendeu 1.097 agressores em Mato Grosso

Ilustração

A Operação Mulher Segura já resultou em 1.097 prisões de homens acusados de violência contra mulheres em Mato Grosso desde o início das ações, em junho de 2026. O balanço foi divulgado na sexta-feira, 14 de agosto, pela delegada Judá Marcondes, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá, durante a mobilização realizada no Estado em referência aos 20 anos da Lei Maria da Penha. Do total, 967 prisões ocorreram em flagrante e mais de 130 foram cumpridas por meio de mandados de prisão preventiva.

A operação tem como foco o enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente casos de violência doméstica e familiar, agressões reiteradas, descumprimento de medidas protetivas e situações com risco de feminicídio. Em Mato Grosso, a mobilização é coordenada pela Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis da Polícia Civil. As ações incluem o cumprimento de mandados de prisão, buscas e apreensões e a localização de suspeitos investigados por crimes contra mulheres.

Segundo a delegada Judá Marcondes, uma parcela expressiva das prisões em flagrante ocorreu em situações de descumprimento de medidas protetivas e de lesão corporal. “Tivemos um número alto de prisões em flagrante por descumprimento de medidas e por lesão corporal”, afirmou a delegada, acrescentando que o trabalho busca impedir a continuidade das agressões contra as mulheres.

Na sexta-feira, 14 de agosto, a Polícia Civil de Mato Grosso realizou o Dia D da Operação Mulher Segura, com cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes cidades. Durante as diligências, os policiais também buscaram armas, celulares e outros objetos que poderiam ter sido utilizados para ameaçar, coagir ou agredir vítimas. A ação fez parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Em Cuiabá, ações realizadas no âmbito da operação também resultaram na apreensão de quatro armas de fogo, quatro prisões, duas em flagrante e duas preventivas, e celulares que, segundo a investigação, teriam sido utilizados para registrar agressões contra mulheres. As diligências envolveram casos de ameaças, violência psicológica, perseguição e comportamento intimidatório atribuídos a investigados.

A Operação Mulher Segura teve início em junho e está prevista para continuar até dezembro de 2026. O balanço de 1.097 prisões, portanto, representa o resultado acumulado até agosto, e não apenas das ações realizadas no Dia D. A força-tarefa busca ampliar a prevenção, o monitoramento e a repressão à violência contra a mulher em todo o Estado, com atenção especial às situações em que o descumprimento de medidas judiciais pode aumentar o risco às vítimas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui