O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa que pode provocar complicações graves, principalmente em crianças pequenas, gestantes, pessoas imunocomprometidas e indivíduos não vacinados. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa por meio de secreções respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar ou falar. Entre os principais sintomas estão febre alta, manchas avermelhadas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite.
O cenário epidemiológico mantém a vacinação como principal medida de proteção. Segundo o Ministério da Saúde, em 2026, até a semana epidemiológica 14, haviam sido confirmados dois casos de sarampo no país. Em julho, diante do risco de transmissão em São Bernardo do Campo (SP), o governo federal recomendou uma estratégia adicional de vacinação para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias. Essa chamada “dose zero” não substitui as doses de rotina.
Pelo calendário nacional de vacinação de 2026, a primeira dose da vacina tríplice viral deve ser aplicada aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses. A orientação para pessoas de 5 a 29 anos sem comprovação de vacinação é completar duas doses, enquanto adultos de 30 a 59 anos sem registro de vacinação devem receber uma dose. Trabalhadores da saúde devem ter duas doses comprovadas, independentemente da idade.
A dose zero para bebês de 6 a 11 meses é uma estratégia utilizada em situações específicas de risco epidemiológico ou em ações de bloqueio vacinal. Mesmo quando aplicada, a criança precisa posteriormente receber as doses previstas no calendário regular, aos 12 e 15 meses. Em agosto, o Ministério da Saúde também reforçou a vacinação de crianças e adolescentes, destacando a importância de manter a caderneta atualizada.
Não existe um tratamento antiviral específico capaz de eliminar o sarampo já instalado. O atendimento médico é necessário para acompanhar o quadro e tratar os sintomas e eventuais complicações. A doença pode provocar problemas como otite, diarreia, pneumonia e complicações neurológicas, com maior risco entre crianças pequenas e outros grupos vulneráveis. Em situações específicas, o Ministério da Saúde prevê o uso de vitamina A em crianças menores de cinco anos com suspeita de sarampo, sob orientação dos serviços de saúde.
Diante de sintomas compatíveis, especialmente febre e manchas avermelhadas acompanhadas de tosse, coriza ou conjuntivite, a orientação é procurar atendimento de saúde e informar eventual contato com casos suspeitos ou viagens para locais com circulação do vírus. A confirmação deve ser feita pela avaliação clínica e por exames laboratoriais, conforme os protocolos de vigilância epidemiológica.














