Frio intenso provoca morte de mais de 80 bovinos em fazendas

Uma forte onda de frio registrada em Mato Grosso do Sul provocou a morte de mais de 80 bovinos em propriedades rurais do estado, acendendo um alerta entre pecuaristas e autoridades sanitárias. Os casos foram confirmados pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), que contabilizou 83 mortes de animais em fazendas localizadas nos municípios de Nova Andradina e Angélica.

De acordo com os levantamentos realizados, 74 animais morreram em quatro propriedades rurais de Nova Andradina, enquanto outros nove óbitos foram registrados em uma fazenda no município de Angélica. A principal suspeita é de que os bovinos tenham sofrido hipotermia em razão da combinação de baixas temperaturas, ventos intensos e elevada umidade, condições que aumentaram significativamente o estresse térmico dos rebanhos.

Especialistas apontam que o frio extremo pode representar um risco considerável para bovinos criados a pasto, especialmente quando os animais permanecem em áreas abertas e sem proteção adequada contra o vento. O problema tende a ser mais grave entre bezerros, animais debilitados ou com baixa condição corporal, que possuem menor capacidade de manter a temperatura do organismo em situações climáticas adversas.

O episódio chamou atenção por ocorrer em uma região tradicionalmente associada a temperaturas elevadas. Segundo informações divulgadas pela Iagro, não houve registros de mortes por hipotermia em bovinos no estado durante o ano anterior, o que evidencia a intensidade da frente fria que atingiu Mato Grosso do Sul nas últimas semanas.

Diante das perdas registradas, órgãos ligados ao setor agropecuário reforçaram recomendações para que produtores adotem medidas preventivas durante períodos de frio intenso. Entre as orientações estão a oferta de áreas protegidas por árvores ou barreiras naturais, reforço da alimentação dos animais e monitoramento constante dos lotes mais vulneráveis. A avaliação é de que o planejamento antecipado pode reduzir prejuízos e evitar novas perdas em eventos climáticos extremos.

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