Os produtores rurais de Mato Grosso devem ficar atentos ao período do vazio sanitário da soja, que já está em vigor no estado. A medida, coordenada pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), começou em 8 de junho e seguirá até 6 de setembro, com o objetivo de prevenir e controlar a ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais prejudiciais à cultura da soja. Durante esse período, é proibida a existência de plantas vivas de soja nas lavouras e propriedades rurais.
A determinação faz parte das estratégias fitossanitárias adotadas para interromper o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável pela ferrugem asiática. Sem a presença da planta hospedeira, o patógeno encontra mais dificuldades para sobreviver e se disseminar para a próxima safra, reduzindo riscos de perdas na produção e a necessidade de aplicações excessivas de fungicidas.
Segundo o Indea, equipes de fiscalização estão realizando monitoramentos em diferentes regiões produtoras do estado para verificar o cumprimento da norma. Caso sejam identificadas plantas de soja durante o período do vazio sanitário, os proprietários podem ser notificados e até mesmo autuados, conforme prevê a legislação estadual de defesa sanitária vegetal.
Mato Grosso é o maior produtor de soja do Brasil e a adoção do vazio sanitário é considerada uma ferramenta fundamental para preservar a produtividade das lavouras. A medida também contribui para retardar o surgimento de resistência do fungo aos defensivos agrícolas, garantindo maior eficiência no controle da doença ao longo dos anos.
Além do vazio sanitário, o calendário agrícola prevê a semeadura da soja apenas dentro da janela estabelecida pelos órgãos de defesa agropecuária. O objetivo é fortalecer o manejo fitossanitário da cultura e assegurar melhores condições para o desenvolvimento da próxima safra, considerada estratégica para a economia mato-grossense e para o agronegócio nacional.













