A Justiça de Mato Grosso arquivou o inquérito que investigava os empresários Nadim Makari, Cláudia Angélica Martins Makari e as empresas Sorriso Indústria Têxtil e Fibra Cotton por suposto envolvimento na Operação Safra Desviada. A decisão foi proferida pela juíza Cláudia Anffe Nunes da Cunha, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Sinop, após manifestação do Ministério Público Estadual (MPE), que concluiu não existirem provas capazes de sustentar a acusação contra os investigados.
Segundo o MPE, a defesa apresentou contratos, notas fiscais, comprovantes de entrega e documentos bancários que demonstraram a regularidade das negociações comerciais realizadas pelas empresas. O órgão ministerial concluiu que os pagamentos estavam relacionados à compra antecipada de algodão, prática considerada comum no setor, afastando indícios de fraude, lavagem de dinheiro ou participação em organização criminosa.
Com a homologação do arquivamento, a Justiça determinou a retirada dos nomes dos empresários do processo e revogou todas as medidas cautelares patrimoniais anteriormente impostas. Na decisão, a magistrada destacou que a existência de uma relação comercial entre as partes investigadas, por si só, não configura responsabilidade criminal e que não foram encontrados elementos que vinculassem os empresários ao suposto esquema investigado.
A Operação Safra Desviada, conduzida para apurar um suposto esquema de desvio de soja, milho e algodão com prejuízo estimado em R$ 140 milhões ao Grupo Lermen e outras empresas do agronegócio, continua em relação aos demais investigados.












