Brinquedo quebra e deixa 12 feridos em parque na Grande Porto Alegre RS

Um acidente em um parque de diversões deixou 12 pessoas feridas na noite de domingo, 19 de abril de 2026, por volta das 20h30, em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O caso ocorreu no brinquedo conhecido como “Torre”, uma atração de queda livre com giro, instalada no estacionamento da loja Havan, no bairro Parque 35.

De acordo com as informações iniciais, o brinquedo apresentou falha durante o funcionamento. Testemunhas relataram que a estrutura subiu parcialmente, emitiu barulhos estranhos e, em seguida, despencou de uma altura aproximada de dois metros. Uma adolescente de 15 anos, que aguardava na fila, afirmou ter percebido os ruídos incomuns antes da queda.

Ao todo, 12 pessoas ficaram feridas, conforme confirmou a Polícia Civil, incluindo quatro adultos e sete crianças e adolescentes, com idades entre 8 e 42 anos. Nenhuma das vítimas apresentou estado grave ou risco de morte. Todas foram socorridas pelo SAMU e encaminhadas ao Hospital Nelson Cornetet, em Guaíba, onde algumas tiveram fraturas confirmadas.

Segundo as atualizações mais recentes, divulgadas ainda no dia 20 de abril, nove pessoas já receberam alta após atendimento. Um homem de 28 anos, que sofreu fratura na lombar, foi transferido para Porto Alegre e também teve alta hospitalar. Já uma criança de 8 anos, com fratura na tíbia, permanece internada em estado estável, aguardando transferência para a capital, sem risco de vida.

Após o acidente, o parque foi interditado preventivamente pelo Corpo de Bombeiros. A Prefeitura de Guaíba informou que o alvará de funcionamento e o Plano de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI) estavam em dia, com validade até 27 de abril de 2026. Em nota, o Parque Las Vegas lamentou o ocorrido, afirmou estar prestando assistência às vítimas e informou a suspensão das atividades. A Havan declarou que o parque operava por meio de aluguel do espaço e que não possui responsabilidade sobre a atração.

As investigações estão em andamento e são conduzidas pela Polícia Civil, sob responsabilidade da delegada Karoline Calegari, da 1ª DP de Guaíba, com apoio do Instituto-Geral de Perícias (IGP-RS). Durante a análise no local, realizada na manhã de segunda-feira, 20 de abril, peritos identificaram dois cabos de sustentação rompidos. A delegada classificou a estrutura como “muito precária” e apontou ausência de documentação técnica completa, como registros de manutenção e avaliações diárias específicas.

A apuração busca esclarecer se houve falha mecânica, além de possíveis crimes como lesão corporal e periclitação da vida e da saúde. O proprietário e um funcionário do parque já prestaram depoimento, enquanto o diretor técnico ainda será ouvido. O laudo final, que deve apontar a causa exata do acidente, podendo envolver falhas de projeto, manutenção ou operação, ainda está em elaboração.

Na atualização mais recente, em 21 de abril de 2026, foi confirmado que o parque começou a ser desmontado ainda na segunda-feira e não voltará a funcionar. Até o momento, não há registro de novos feridos ou agravamento no estado das vítimas, e o caso segue sendo acompanhado pelas autoridades, enquanto se aguardam os resultados das perícias técnicas.

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