TST afasta servidor acusado de assediar aluna de 16 anos em aula particular

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) afastou um servidor de 63 anos acusado de assediar uma adolescente de 16 anos durante aulas particulares no Distrito Federal. O caso veio à tona após a divulgação de vídeos que registram o comportamento do homem durante as atividades de reforço escolar, realizadas fora do expediente oficial.

Segundo as informações apuradas, o servidor, identificado como técnico judiciário, também atuava como professor particular de disciplinas como matemática, física e química. As aulas eram ministradas no ambiente em que a jovem recebia o reforço, e a denúncia foi feita pela própria estudante, que registrou parte das situações em vídeo.

O TST informou que abriu investigação interna para apurar a conduta do servidor e determinou seu afastamento imediato das funções. O caso também foi encaminhado às autoridades policiais do Distrito Federal, que investigam possíveis crimes relacionados à importunação e assédio envolvendo a menor de idade.

As imagens que embasam a denúncia teriam sido gravadas pela própria adolescente durante uma das aulas, e mostram o momento em que o comportamento do professor é questionado. O material passou a integrar a investigação conduzida pela Polícia Civil, que busca esclarecer a extensão dos fatos e se houve episódios anteriores.

Uma gravação de quase 20 minutos foi crucial para que a Polícia Civil do Distrito Federal passasse a investigar Elmer Catarino Fraga, de 63 anos, servidor do Tribunal Superior do Trabalho (TST) acusado de abusar de adolescente durante aulas particulares de matemática. No conteúdo, ele ameaça a menina e tenta transferir a culpa do crime para ela. As informações são do Metrópoles.

De acordo com a investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o servidor começou a dar aulas para a jovem, de 16 anos, em setembro de 2023. Durante meses, manteve uma conduta considerada normal, até que passou a adotar comportamentos invasivos.

Conforme o inquérito, ele se aproximava fisicamente da adolescente de forma excessiva, sentando-se muito perto e tocando a vítima. Vídeos gravados pela adolescente mostram carícias em partes do corpo como coxas, pescoço e nuca, além de conversas com teor sexual.

No material, a adolescente mostra desconforto com a situação e pede para que Elmer se sente distante dela durante as aulas.

“Eu queria pedir pro senhor, pra na próxima aula, o senhor sentar aqui, e eu sentar ali. Eu nunca te dei essa ousadia, assim, do senhor ficar pegando na minha coxa, o senhor ficar pegando o meu pescoço”, diz em um trecho.

Diante da resistência da jovem, o servidor passa a fazer ameaças veladas. “Se você falar com a sua avó que falou comigo, esse negócio não vai prestar, vai dar merda. Vai desenvolver uma coisa tão complicada… pode ser até uma coisa mais desagradável”, afirma, sem saber que estava sendo gravado.

Em nota, o tribunal reforçou que não compactua com condutas desse tipo e que adotou as medidas administrativas cabíveis assim que tomou conhecimento do caso. O processo segue em sigilo, enquanto as apurações continuam tanto na esfera administrativa quanto na criminal.

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