Após a morte do garimpeiro Jonas Alves Vasconcelos, de 26 anos, registrada no Rio Teles Pires, em Alta Floresta, internautas passaram a comentar nas redes sociais sobre os perigos enfrentados por trabalhadores que atuam na atividade de mergulho em áreas de garimpo. Os relatos destacam a rotina arriscada e os desafios físicos e emocionais da profissão.
Um dos comentários, feito por Nobertino Euzebio De Oliveira Sinoi, chama atenção para o alto nível de risco da atividade. Segundo ele, o serviço de mergulho exige atenção constante e disciplina rigorosa. Ele afirma já ter presenciado diversos incidentes e destaca o impacto psicológico de continuar trabalhando no mesmo local onde colegas perderam a vida. O internauta também menciona que existem regras relacionadas à alimentação e horários, além da necessidade de preparo para evitar situações inesperadas durante o trabalho.
No relato, Nobertino ainda alerta para os perigos de aprofundar demais as escavações sem a devida abertura da área de trabalho, o que pode provocar soterramentos. Para ele, seguir corretamente os procedimentos é essencial para reduzir os riscos em um ambiente naturalmente instável e perigoso.
Outro internauta, identificado como Pedro Ap, afirmou ter trabalhado na mesma região do Porto de Areia, onde ocorreu o acidente. Ele relata experiência no garimpo desde 1986 e diz conhecer bem a área, reforçando que o cuidado durante o mergulho é indispensável, especialmente em locais com grande quantidade de pedras.
Pedro explica que o uso inadequado de ferramentas pode provocar o deslocamento de cascalho e areia sob pedras maiores, causando acidentes. Segundo ele, esse tipo de situação já ocorreu no passado, resultando na perda de áreas de trabalho, o que evidencia, mais uma vez, os riscos constantes enfrentados pelos garimpeiros na região.













