Lula exalta isenção do IR até R$ 5 mil e critica privilégios da elite em pronunciamento nacional

Em pronunciamento transmitido em rede nacional neste domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a sanção da lei que isenta do Imposto de Renda todos os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais. A medida, promessa de campanha em 2022, começa a valer em janeiro de 2026 e, segundo o presidente, marca um momento histórico: é a primeira vez, em mais de um século de existência do tributo, que a maioria da população será beneficiada por uma mudança dessa magnitude.

Lula afirmou que dezembro será o último mês com desconto de IR na folha para quem se encaixa na nova faixa e ressaltou que trabalhadores que ganham até R$ 7.350 também terão redução proporcional no imposto. O presidente exemplificou que um salário de R$ 4,8 mil deve gerar uma economia anual próxima de R$ 4 mil.

Durante o discurso de seis minutos, o presidente reforçou que a compensação fiscal não virá por cortes em áreas essenciais como saúde e educação, mas pela taxação dos chamados “super ricos”, cerca de 140 mil brasileiros com renda anual acima de R$ 1 milhão, que passarão a pagar 10% de IR a partir de 2026. Lula classificou a medida como um passo decisivo para enfrentar a “injustiça tributária”, que ele considera a maior raiz da desigualdade no país.

O presidente elevou o tom ao criticar privilégios históricos da elite brasileira, afirmando que, ao longo de séculos, um pequeno grupo acumulou vantagens transmitidas entre gerações. Segundo ele, profissionais como professores, policiais e enfermeiros pagavam até 10 vezes mais imposto que milionários com patrimônio no exterior. Lula classificou essa disparidade como “inaceitável”.

O governo projeta impacto direto na economia: mais de R$ 28 bilhões devem ser injetados no mercado já no próximo ano, movimentando comércio, serviços e indústria e impulsionando a geração de empregos. Para Lula, o dinheiro retomado ao bolso do trabalhador significa aumento de consumo e dinamização da atividade econômica.

Ao final, o presidente listou realizações de sua gestão, entre elas a redução da inflação, queda do desemprego, fortalecimento de programas sociais, reabertura de universidades para jovens de grupos minorizados, ampliação do plano safra e criação de políticas de alívio às famílias de baixa renda. Lula também afirmou que, embora o Brasil registre hoje sua menor desigualdade histórica, ainda figura entre os países mais desiguais do mundo, e que sua administração continuará atuando para combater a concentração de riqueza.

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