PF encontra sala secreta com máquina de contar dinheiro em hangar de amigo de Eduardo Bolsonaro

A Polícia Federal encontrou uma sala secreta equipada com uma máquina de contar dinheiro em um hangar utilizado por empresas de aviação do advogado e empresário Willer Tomaz, no Aeroporto Internacional de Brasília. A descoberta, realizada em agosto de 2026, foi divulgada por veículos de imprensa nos dias 21 e 22 de outubro e integra as investigações relacionadas à Operação Sem Desconto, que apura fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo informações divulgadas pela imprensa com base em relatos da investigação, os policiais chegaram ao compartimento após receberem uma denúncia anônima sobre a existência de uma estrutura escondida no hangar. A sala ficava atrás de um painel de madeira e tinha uma porta metálica de grande resistência, aparentemente blindada. No interior, os agentes encontraram prateleiras, malas vazias e uma máquina de contar cédulas. Nenhum dinheiro em espécie foi localizado no cômodo durante a diligência.

A suspeita dos investigadores é de que o espaço pudesse ser utilizado para armazenar dinheiro e outros bens. Conforme informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmadas pela CNN Brasil, a Polícia Federal considera que os elementos encontrados justificam o aprofundamento das apurações. Os investigadores também buscam esclarecer se houve utilização de aeronaves privadas para movimentar valores em espécie e examinam documentos e registros recolhidos durante as buscas.

A operação realizada em agosto incluiu diligências nos hangares 36 e 37 da área executiva do Aeroporto de Brasília. Na ocasião, segundo reportagens publicadas sobre o caso, foram apreendidas quatro aeronaves vinculadas às empresas de Tomaz, entre elas dois helicópteros e dois aviões. Os agentes também recolheram listas de passageiros, diários de bordo e outros documentos que podem ajudar a esclarecer a utilização das aeronaves e identificar pessoas relacionadas às movimentações investigadas.

Além da estrutura encontrada no hangar, a Polícia Federal teria localizado outra máquina de contar dinheiro na residência do advogado durante as diligências. Willer Tomaz é investigado no contexto da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários e possíveis mecanismos de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. A investigação busca esclarecer a eventual participação de diferentes pessoas e empresas na estrutura financeira e logística do esquema.

Em nota, a defesa do advogado afirmou que a sala-cofre e os equipamentos fazem parte da estrutura operacional destinada ao atendimento de empresas de transporte de valores que são clientes das companhias de aviação. Segundo os representantes de Tomaz, o transporte aéreo de numerário exige protocolos rigorosos de segurança, controle e custódia, de modo que ambientes protegidos, malas e máquinas contadoras de cédulas seriam compatíveis com a atividade empresarial. A defesa negou irregularidades e classificou como infundada a suspeita de que o local fosse utilizado para guardar ou contar dinheiro de origem ilícita.

A existência da sala secreta, por si só, não comprova a prática de crime. A apuração depende da análise dos materiais recolhidos, de eventuais perícias e do cruzamento de informações financeiras e operacionais. Até as informações divulgadas em 22 de outubro de 2026, não havia confirmação pública de que dinheiro ilícito tivesse sido encontrado no compartimento.

A divulgação do caso amplia a atenção sobre as investigações relacionadas à Operação Sem Desconto, que apura prejuízos a aposentados e pensionistas do INSS. O andamento das diligências e os resultados das análises dos materiais apreendidos deverão esclarecer se a estrutura identificada no hangar tem relação direta com as suspeitas investigadas ou se corresponde à atividade empresarial alegada pela defesa.

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