Uma mulher de 29 anos foi detida pela Polícia Militar após esfaquear o companheiro, de 40 anos, na região abdominal, em uma ocorrência registrada na zona urbana de Paranaíta, no norte de Mato Grosso. Conforme o boletim do 3º Pelotão da PM, a ocorrência foi registrada às 14h30 e classificada como tentativa de homicídio. A data exata do caso não foi informada no documento.
A Polícia Militar foi acionada por telefone pela irmã da vítima, que relatou que o homem havia sido atingido por uma facada e recebia atendimento médico no Hospital Municipal de Paranaíta. No local, a médica plantonista informou aos policiais que ele apresentava uma perfuração no abdômen e precisaria ser transferido para o Hospital Regional para passar por cirurgia.
Segundo o relato da vítima à equipe policial, ele e a companheira estavam consumindo cerveja em casa quando começaram a discutir porque a bebida havia acabado e a mulher queria que ele comprasse mais. O homem também afirmou que, momentos antes da agressão, a companheira teria dito que o mataria. Como apresentava sinais de embriaguez alcoólica, não foi possível obter mais informações naquele momento.
Após conversar com a vítima, os policiais foram até a residência do casal e encontraram a mulher sentada no sofá da sala. Uma faca estava sobre a poltrona ao lado dela. Questionada sobre o ocorrido, a suspeita afirmou que não aguentava mais ser ameaçada pelo companheiro e admitiu ter utilizado uma faca de mesa para atingi-lo na barriga. Conforme o boletim, ela declarou: “Peguei a faca para matar ele porque não aguentava mais ser ameaçada”.
Ainda segundo o registro policial, a mulher confirmou que a faca encontrada na sala havia sido utilizada na agressão. Ela também relatou que, depois de ser ferido, o companheiro correu até a casa da mãe para pedir socorro. A suspeita igualmente apresentava sinais de embriaguez alcoólica.
A mulher foi detida e encaminhada ao 3º Pelotão da Polícia Militar, juntamente com o material apreendido, para as providências cabíveis. O boletim de ocorrência foi confeccionado e a suspeita foi encaminhada à Delegacia de Polícia Judiciária Civil. O documento fornecido não informa o resultado da cirurgia, a evolução do estado de saúde da vítima ou eventuais decisões judiciais posteriores.













