Uma menina de 10 anos morreu após ser atingida por um disparo de espingarda dentro de uma residência no bairro Jardim Araguaia, em Sinop, no norte de Mato Grosso, na tarde de quinta-feira (15). A arma estava carregada e teria disparado depois de cair no chão. O tiro atingiu a cabeça da criança, que foi encontrada sem vida pela equipe do Corpo de Bombeiros. O caso é investigado pela Polícia Civil, que deverá esclarecer as circunstâncias da ocorrência e as condições em que o armamento era mantido na casa.
Segundo informações do boletim de ocorrência divulgadas pelo portal Só Notícias, a menina estava em um dos quartos da residência com o irmão, de 15 anos. O adolescente relatou que os dois brincavam de guerra de travesseiros quando um deles caiu próximo a uma espingarda encostada na parede. Ao tentar pegar o objeto, ele teria provocado a queda da arma, que disparou e atingiu a irmã. Essa é a versão apresentada no registro policial e ainda deverá ser considerada no decorrer da investigação.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender à ocorrência e encontrou a criança já sem sinais vitais. O médico Irumuara Interaminense, que participou do atendimento, informou que o projétil atingiu uma região vital da cabeça. Em relato divulgado pela imprensa, ele explicou que a equipe inicialmente recebeu a informação de um possível disparo acidental e só ao chegar à residência constatou a gravidade do ferimento. Não houve possibilidade de reverter o quadro da menina.
Ainda conforme as informações publicadas pelo Só Notícias, o pai das crianças afirmou que a espingarda pertenceria a um irmão dele, que teria se mudado para o Maranhão e deixado a arma na residência. O homem também teria informado que o armamento seria retirado por uma pessoa para quem o irmão havia vendido a espingarda. Segundo o relato atribuído ao pai, ele desconhecia que a arma estivesse carregada. A propriedade do armamento, as condições de armazenamento e a responsabilidade pela guarda ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades.
Após o ocorrido, a Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para os procedimentos necessários. A espingarda foi apreendida e encaminhada para perícia, conforme as informações divulgadas pelo Só Notícias. O registro policial menciona as suspeitas de homicídio culposo, omissão de cautela na guarda de arma de fogo e posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Essas classificações iniciais não representam uma condenação e poderão ser revistas conforme o avanço das investigações.
O caso chama a atenção para os riscos de manter armas de fogo carregadas ou acessíveis em ambientes frequentados por crianças. Especialistas em segurança recomendam que armas sejam mantidas descarregadas, trancadas e fora do alcance de menores, com as munições armazenadas separadamente. A investigação deverá esclarecer como ocorreu o disparo, quem era responsável pelo armamento e se houve negligência na sua guarda. Até a divulgação das informações consultadas, não havia conclusão definitiva sobre eventuais responsabilidades criminais.












