Mensagens de diretor da Globo com Vorcaro expõem comentários sobre Deborah Secco

Mensagens atribuídas a Frederic Kachar, ex-diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio do Grupo Globo, revelam comentários de teor sexual sobre as atrizes Deborah Secco e Sabrina Sato durante uma conversa com o empresário Daniel Vorcaro. Os diálogos foram divulgados pelo Diário do Centro do Mundo (DCM) em 14 de outubro de 2026 e integram o conjunto de mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro pela Polícia Federal (PF). Nas conversas reproduzidas pelo veículo, Kachar afirma que Deborah Secco “tava pra jogo” e faz um comentário sobre o corpo da atriz.

Segundo a reportagem, a conversa ocorreu em fevereiro de 2024, quando os dois comentavam a aparência de mulheres durante um evento. Vorcaro teria dito que Deborah estava “muito feia”, enquanto Kachar concordou com críticas à fantasia usada pela atriz. Na sequência, o executivo escreveu: “Eu só olhava pra bunda dela rs”. Os diálogos também mencionam Sabrina Sato, sobre quem Kachar teria afirmado que estava “soltinha”. As declarações são atribuídas aos interlocutores com base nos registros reproduzidos na publicação.

A divulgação das mensagens ganhou repercussão em meio à exposição de outras conversas entre Kachar e Vorcaro, que incluem tratativas comerciais, convites para encontros privados e reclamações do empresário sobre reportagens publicadas por veículos de comunicação. Em um dos episódios descritos pela Agência Pública em 15 de outubro, o ex-banqueiro questionou uma informação publicada pelo G1, e Kachar se ofereceu para solicitar uma correção. A reportagem também documentou ocasiões em que Vorcaro procurou o executivo para reclamar da cobertura jornalística sobre seus negócios.

A relação entre os dois passou a ter consequências profissionais para Kachar. Em nota, o conglomerado afirmou que as conversas privadas mantidas entre outubro de 2023 e julho de 2025 revelaram “uma relação inadequada do executivo com um anunciante”. A empresa reafirmou ainda seu compromisso com a ética, a transparência e a independência editorial de seus veículos de comunicação.

A divulgação dos diálogos levanta questionamentos sobre a postura de profissionais que ocupam posições de liderança na imprensa e sobre a maneira como figuras públicas são tratadas em conversas privadas. Entretanto, os comentários atribuídos aos interlocutores não demonstram, por si só, que as atrizes tenham participado das conversas ou correspondido às insinuações. A análise do caso também exige distinguir o conteúdo das mensagens das conclusões sobre eventuais consequências editoriais ou institucionais. Até as informações localizadas nas publicações consultadas, não havia confirmação de manifestação pública de Deborah Secco ou Sabrina Sato especificamente sobre esses diálogos.

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