Pastor suspeito de feminicídio segue preso após matar ex durante festa do filho

O pastor itinerante Jonatã de Jesus Batista, de 40 anos, permanece preso preventivamente após ser acusado de matar a ex-companheira, a contadora Jeane Cristina Mattes, de 43 anos, a facadas durante a comemoração do aniversário de 15 anos de um dos filhos do casal. O crime aconteceu no domingo, 11 de outubro de 2026, em Americana, no interior de São Paulo. A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Municipal de Americana, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa com base no boletim de ocorrência, a comemoração era realizada em uma residência e reunia familiares para um churrasco. Durante o encontro, Jonatã e Jeane teriam discutido, supostamente por ciúmes. Segundo os relatos policiais publicados, o homem atacou a ex-companheira com uma faca, atingindo-a sete vezes, quatro delas na região do tórax. O caso foi registrado como feminicídio e passou a ser investigado pelas autoridades policiais de Americana.

Um dos aspectos mais graves da ocorrência é que Jeane possuía uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro. Conforme as informações divulgadas pela imprensa, Jonatã já havia sido preso anteriormente por violência doméstica contra a mesma mulher e havia deixado a prisão em setembro de 2026. Os dois tinham dois filhos, de 8 e 15 anos, e as crianças estavam presentes na comemoração quando ocorreu o ataque.

Após as agressões, familiares e convidados conseguiram conter o suspeito até a chegada da Polícia Militar. Jonatã foi preso em flagrante e encaminhado às autoridades. A faca apontada como instrumento do crime foi apreendida para perícia. Segundo reportagem da Band, o suspeito declarou aos policiais ter consumido bebidas alcoólicas e drogas antes do episódio. Essa informação, assim como a suposta motivação por ciúmes, foi divulgada com base nos relatos relacionados à ocorrência e não representa uma conclusão definitiva da investigação.

A atualização mais recente, informa que a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva após audiência de custódia realizada na segunda-feira, 12 de outubro. A decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, conforme informações reproduzidas pela imprensa. Jeane foi sepultada na terça-feira, 13 de outubro, no Cemitério Parque Gramado, em Americana.

O caso reacende o debate sobre a efetividade das medidas protetivas e a prevenção da violência contra mulheres, especialmente quando há registros anteriores de agressão. A investigação deverá esclarecer todas as circunstâncias do crime e reunir os elementos necessários para a responsabilização criminal. Até a atualização publicada pelo UOL em 13 de outubro, a defesa de Jonatã não havia sido localizada pelo veículo, que informou manter aberto o espaço para manifestação.

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