Balsa do Xingu tem travessia suspensa após falha mecânica

A travessia da Balsa dos Povos Indígenas do Xingu (ABPIX), na MT-322, em São José do Xingu, foi suspensa temporariamente após um problema mecânico no rebocador responsável pelo transporte de veículos. A falha ocorreu na noite de terça-feira, 18 de agosto de 2026, quando o leme da embarcação caiu no Rio Xingu, impossibilitando a continuidade da operação.

Com a paralisação, carros, caminhões e outros veículos ficaram impedidos de realizar a travessia pelo rio. A balsa é uma importante ligação entre a região Nordeste de Mato Grosso e o Nortão do Estado, por meio da MT-322, e atende moradores, produtores e demais usuários que dependem do trecho para o deslocamento entre as duas regiões.

Segundo informações repassadas pela associação responsável pela operação, o problema foi provocado pela queda do leme do rebocador no rio. A direção da entidade comunicou a suspensão aos usuários e pediu compreensão enquanto são tomadas providências para solucionar a falha mecânica. Até 20 de agosto, não havia previsão divulgada para a retomada das travessias.

A interrupção acontece em um momento em que a travessia do Xingu também aguarda uma nova estrutura. Em junho deste ano, foi divulgado que uma nova balsa estava em construção na MT-322, com investimento de R$ 20 milhões, para atender os povos indígenas e a população da região próxima à aldeia Piaraçu, na Terra Indígena Capoto/Jarina. A previsão informada na época era de que a estrutura entrasse em operação no segundo semestre de 2026.

A nova balsa está inserida em um projeto que busca melhorar a ligação entre Matupá e São José do Xingu e facilitar o deslocamento no eixo entre o Nortão e a região do Araguaia. Segundo as informações divulgadas em junho, antes do início da operação seriam necessários testes técnicos e capacitações, além da definição sobre a administração da estrutura e eventuais valores cobrados pela travessia.

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