Uma motorista de aplicativo de 51 anos viveu momentos de pânico no final da tarde, por volta das 17h50, ao ser alvo de uma violenta tentativa de assalto na rodovia MT-208, em Paranaíta. A vítima foi agredida e asfixiada por um passageiro que havia contratado uma viagem com destino a Peixoto de Azevedo, mas o crime foi interrompido graças à intervenção de populares que passavam pelo local.
De acordo com o relato da comunicante ao 3º Pelotão de Paranaíta, a ocorrência teve início após ela ser acionada por terceiros para levar um passageiro até a rodoviária de Alta Floresta. Ao encontrar o suspeito, a motorista notou que ele apresentava sinais de embriaguez ou uso de entorpecentes, demonstrando inquietação e agitação. Durante o trajeto inicial, o homem solicitou uma mudança de destino para Peixoto de Azevedo, fechando um acordo verbal no valor de novecentos reais. Um pagamento parcial de oitocentos e cinquenta reais foi realizado via Pix em frente a uma cooperativa de crédito antes de seguirem viagem.
O ataque ocorreu em um trecho da rodovia, quando o passageiro surpreendeu a motorista ao usar o cinto de segurança do veículo para enforcá-la por trás. Durante a agressão, o suspeito proferiu ameaças de morte e exigiu a entrega do carro, cartões bancários e o telefone celular, afirmando expressamente que sua intenção não era o estupro, mas o latrocínio. Mesmo sofrendo asfixia, a vítima conseguiu frear o automóvel e acenar para fora em busca de socorro.
A situação foi controlada quando um casal que utilizava a via parou para verificar o ocorrido. Ao perceber a aproximação de testemunhas, o suspeito afrouxou o cinto de segurança, permitindo que a motorista escapasse do carro. Após ser interpelado pelo homem do casal, o agressor chegou a pedir desculpas pela ação antes de abandonar o local.
Abalada e em estado de choque, a motorista seguiu as orientações das testemunhas e retornou para registrar o caso. Na unidade policial, ela entregou uma mochila preta deixada pelo suspeito no veículo, contendo diversos pertences pessoais que foram apreendidos. O boletim de ocorrência foi registrado e encaminhado para a Polícia Judiciária Civil (PJC) para que as investigações sejam aprofundadas e o autor identificado.












