Patroa é presa suspeita de matar cozinheira para evitar rescisão

A Polícia Civil de São Paulo investiga a empresária Eliane Alves dos Santos como principal suspeita de assassinar a cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, em um crime que, segundo a linha de investigação, teria como motivação evitar o pagamento da rescisão trabalhista. A vítima está desaparecida desde o dia 30 de junho de 2026, e o caso mobiliza equipes da polícia no litoral norte paulista.

De acordo com as investigações, Berenice trabalhava em uma pousada localizada no bairro Ubatumirim, em Ubatuba (SP), de propriedade da suspeita. Ela teria sido dispensada no dia 29 de junho por causa da baixa temporada e aguardava o recebimento das verbas rescisórias para retornar à cidade de Igaratá, no Vale do Paraíba. No dia 30 de junho, a cozinheira aceitou uma carona oferecida por Eliane até o trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), sendo essa a última vez em que foi vista.

Segundo relato de José Carlos de Faria Filho, filho da vítima, mãe e patroa discutiram sobre o pagamento da rescisão antes do desaparecimento. A empresária afirma que quitou R$ 2,6 mil em dinheiro, versão que é analisada pela Polícia Civil durante a investigação. Diante dos indícios reunidos, a Justiça decretou a prisão temporária de Eliane Alves dos Santos, cumprida na sexta-feira, 10 de julho de 2026. Até o momento, o corpo de Berenice não foi localizado, e o inquérito, inicialmente registrado como desaparecimento de pessoa, passou a apurar o caso como homicídio.

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