A fumaça provocada por incêndios florestais voltou a encobrir estradas e a prejudicar a visibilidade no norte de Mato Grosso. Imagens divulgadas pelo G1 e reproduzidas pelo Olhar Direto mostram a situação na zona rural de Nova Santa Helena, onde um incêndio de grandes proporções permanece sendo combatido após mais de uma semana. A estimativa mais recente é de que aproximadamente 15 mil hectares tenham sido atingidos pelo fogo.
O incêndio está concentrado em uma área de assentamento na divisa entre Marcelândia, Cláudia e Nova Santa Helena. Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), grande parte da área atingida está em território federal, mas as equipes atuam para impedir que as chamas avancem para áreas estaduais e para eliminar os focos que continuam ativos. O trabalho conta com viaturas, aeronaves, equipes especializadas, brigadistas, integrantes da Força Nacional e apoio de produtores rurais, que disponibilizaram máquinas para auxiliar no combate.
A presença da fumaça já ultrapassou a área diretamente atingida pelas chamas. Moradores de municípios como Cláudia e Sinop também registraram o aumento da fumaça no ar. Desde quinta-feira, 6 de agosto, uma aeronave vem sendo empregada na operação de combate e, em uma das ações realizadas durante a sexta-feira, 7, foram utilizados mais de 21 mil litros de água em lançamentos sobre os pontos de maior intensidade do incêndio.
O combate ao fogo também mobilizou os bombeiros em outras regiões de Mato Grosso. No domingo, 9 de agosto, as equipes atuaram em ocorrências nos municípios de Paranatinga, Nova Santa Helena, Nobres, Vila Bela da Santíssima Trindade, Rondonópolis e Rosário Oeste. Na segunda-feira, 10 de agosto, o CBMMT continuava mobilizado em diferentes frentes de incêndio no estado, enquanto a área entre Marcelândia, Cláudia e Nova Santa Helena permanecia entre os pontos que exigiam atenção.
A situação ocorre durante o período de estiagem, quando a vegetação seca favorece a propagação das chamas e a fumaça pode comprometer a qualidade do ar e a segurança nas rodovias. A redução da visibilidade nas estradas aumenta o risco para os motoristas, especialmente nos trechos próximos às áreas atingidas pelos incêndios.












