{"id":9280,"date":"2026-05-20T17:55:17","date_gmt":"2026-05-20T21:55:17","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=9280"},"modified":"2026-05-20T17:55:19","modified_gmt":"2026-05-20T21:55:19","slug":"cemaden-alerta-para-risco-de-el-nino-intenso-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=9280","title":{"rendered":"Cemaden alerta para risco de El Ni\u00f1o intenso em 2026"},"content":{"rendered":"\n<p>O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu uma nota t\u00e9cnica ao governo federal alertando para a possibilidade de forma\u00e7\u00e3o de um El Ni\u00f1o forte ao longo de 2026. O documento, encaminhado \u00e0 Casa Civil e ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI) e divulgado nesta quarta-feira, 20 de maio, aponta uma converg\u00eancia de modelos clim\u00e1ticos internacionais indicando aquecimento significativo das \u00e1guas do Oceano Pac\u00edfico equatorial nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Cemaden, proje\u00e7\u00f5es do Centro Europeu de Previs\u00f5es Meteorol\u00f3gicas (ECMWF), da ag\u00eancia americana NOAA e do servi\u00e7o meteorol\u00f3gico da Austr\u00e1lia indicam elevada probabilidade de desenvolvimento do fen\u00f4meno entre maio e julho de 2026. A NOAA estima em 82% a chance de forma\u00e7\u00e3o do El Ni\u00f1o nesse per\u00edodo, enquanto a possibilidade de persist\u00eancia at\u00e9 o ver\u00e3o de 2027 chega a 96%. Algumas simula\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas apontam anomalias pr\u00f3ximas de 3\u00b0C na regi\u00e3o conhecida como Ni\u00f1o 3.4, patamar associado aos epis\u00f3dios mais intensos j\u00e1 registrados na hist\u00f3ria moderna.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos sinais observados pelos modelos clim\u00e1ticos, os pesquisadores ressaltam que ainda existe elevado grau de incerteza nas proje\u00e7\u00f5es de longo prazo. O Cemaden destacou a chamada \u201cbarreira de previsibilidade\u201d entre mar\u00e7o e maio, per\u00edodo em que os sinais oce\u00e2nicos e atmosf\u00e9ricos costumam apresentar maior instabilidade e dificultam previs\u00f5es definitivas. O \u00f3rg\u00e3o afirmou que nenhuma categoria de intensidade do fen\u00f4meno (fraco, moderado, forte ou muito forte) ultrapassa 37% de probabilidade individual, impedindo que qualquer cen\u00e1rio seja tratado como dominante neste momento.<\/p>\n\n\n\n<p>A nota t\u00e9cnica tamb\u00e9m faz um alerta contra interpreta\u00e7\u00f5es exageradas sobre poss\u00edveis impactos clim\u00e1ticos extremos. Segundo o Cemaden, algumas reportagens recentes que projetam secas severas ou chuvas catastr\u00f3ficas ainda n\u00e3o possuem sustenta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica suficiente. O \u00f3rg\u00e3o refor\u00e7a que o documento deve ser interpretado como ferramenta de monitoramento e prepara\u00e7\u00e3o preventiva, e n\u00e3o como uma previs\u00e3o determin\u00edstica de desastres espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso o fen\u00f4meno se confirme, os efeitos esperados para o Brasil devem seguir padr\u00f5es semelhantes aos registrados durante o El Ni\u00f1o de 2023 e 2024. Nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, a tend\u00eancia \u00e9 de redu\u00e7\u00e3o das chuvas, aumento das temperaturas e agravamento das condi\u00e7\u00f5es de seca, elevando o risco de inc\u00eandios florestais na Amaz\u00f4nia e no Pantanal. J\u00e1 no Sul do pa\u00eds, a expectativa \u00e9 de maior frequ\u00eancia de chuvas intensas e persistentes, especialmente entre a primavera e o ver\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rio Grande do Sul aparece como o estado com maior sinal de risco hidrol\u00f3gico, segundo o Cemaden. A nota aponta possibilidade ampliada de enchentes, inunda\u00e7\u00f5es, enxurradas e deslizamentos de terra, principalmente na Serra Ga\u00facha, no Planalto Meridional e na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre. Santa Catarina e Paran\u00e1 tamb\u00e9m apresentam risco elevado, embora com maior variabilidade nos cen\u00e1rios clim\u00e1ticos projetados.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento ainda destaca tend\u00eancia de aumento das ondas de calor em todo o territ\u00f3rio nacional, efeito potencializado pelo aquecimento global. O Cemaden lembra que o fen\u00f4meno El Ni\u00f1o integra o ciclo ENOS, respons\u00e1vel por alterar padr\u00f5es globais de temperatura e precipita\u00e7\u00e3o, e que seus impactos podem ser agravados pelo cen\u00e1rio atual de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante das proje\u00e7\u00f5es, o \u00f3rg\u00e3o recomenda intensifica\u00e7\u00e3o do monitoramento clim\u00e1tico e ado\u00e7\u00e3o de medidas preventivas por governos estaduais, municipais e \u00f3rg\u00e3os de defesa civil. A expectativa \u00e9 que as previs\u00f5es ganhem maior precis\u00e3o a partir de junho, quando o acoplamento entre oceano e atmosfera se tornar mais evidente. At\u00e9 l\u00e1, o governo federal e os estados devem acompanhar os pr\u00f3ximos boletins da NOAA e do pr\u00f3prio Cemaden para defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o e resposta a poss\u00edveis desastres naturais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu uma nota t\u00e9cnica ao governo federal alertando para a possibilidade de forma\u00e7\u00e3o de um El Ni\u00f1o forte ao longo de 2026. 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