{"id":9266,"date":"2026-05-20T09:07:14","date_gmt":"2026-05-20T13:07:14","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=9266"},"modified":"2026-05-20T09:07:16","modified_gmt":"2026-05-20T13:07:16","slug":"exportacoes-de-carne-bovina-batem-recorde-em-abril-e-mantem-forte-crescimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=9266","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00f5es de carne bovina batem recorde em abril e mant\u00eam forte crescimento"},"content":{"rendered":"\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carne bovina e derivados alcan\u00e7aram em abril de 2026 o maior faturamento mensal do ano, impulsionadas principalmente pela forte demanda chinesa. Segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Frigor\u00edficos (Abrafrigo), com base em informa\u00e7\u00f5es da Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (Secex\/MDIC), o setor movimentou US$ 1,743 bilh\u00e3o no m\u00eas, resultado cerca de 28% a 30% superior ao registrado em abril de 2025. Em volume, os embarques somaram 319,23 mil toneladas, crescimento aproximado de 4% na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n\n\n\n<p>No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, as receitas com exporta\u00e7\u00f5es de carne bovina chegaram a US$ 6,083 bilh\u00f5es, avan\u00e7o de 31% frente ao mesmo per\u00edodo do ano passado. O volume exportado atingiu 1,146 milh\u00e3o de toneladas, alta de 9%. A carne in natura seguiu liderando os embarques brasileiros e respondeu por cerca de 91% das vendas externas do setor. Sozinha, ela gerou US$ 5,552 bilh\u00f5es no quadrimestre, com crescimento de 35% em valor e de 15,43% em volume, totalizando 952,74 mil toneladas embarcadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira e ampliou ainda mais sua participa\u00e7\u00e3o no mercado. Entre janeiro e abril, o pa\u00eds asi\u00e1tico importou 461,185 mil toneladas do produto brasileiro, aumento de 19,4% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo intervalo de 2025. A receita obtida com as vendas para os chineses alcan\u00e7ou US$ 2,693 bilh\u00f5es, avan\u00e7o de 42,9%. Com isso, a China respondeu por aproximadamente 44,3% de toda a receita das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carne bovina no per\u00edodo, participa\u00e7\u00e3o que sobe para 48,5% quando considerada apenas a carne in natura.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos n\u00fameros positivos, o setor acompanha com preocupa\u00e7\u00e3o a proximidade do esgotamento da cota chinesa de importa\u00e7\u00e3o sem tarifa adicional. O limite anual estabelecido para o Brasil \u00e9 de 1,106 milh\u00e3o de toneladas e, at\u00e9 abril, cerca de 70% dessa cota j\u00e1 havia sido utilizada. Restam aproximadamente 330 mil toneladas dispon\u00edveis, volume equivalente a cerca de dois meses de embarques no ritmo atual. Ap\u00f3s o teto ser atingido, passa a valer uma tarifa extra de 55%, o que pode comprometer a competitividade da carne brasileira no principal mercado comprador do mundo. O alerta j\u00e1 vinha sendo feito por entidades do setor, como a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a forte depend\u00eancia chinesa, os exportadores brasileiros v\u00eam ampliando presen\u00e7a em outros mercados. Os Estados Unidos consolidaram-se como o segundo maior importador da carne bovina brasileira, com receita de US$ 1,007 bilh\u00e3o no quadrimestre e crescimento de 16,7%. Chile e R\u00fassia tamb\u00e9m registraram avan\u00e7os expressivos, com altas de 35% e 61,7%, respectivamente. J\u00e1 os Pa\u00edses Baixos, considerados porta de entrada para a Europa, apresentaram crescimento superior a 300% no volume importado. Pa\u00edses do Sudeste Asi\u00e1tico, como a Indon\u00e9sia, tamb\u00e9m aparecem entre os mercados em expans\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No mercado interno, os dados do IBGE refor\u00e7am o cen\u00e1rio favor\u00e1vel para a pecu\u00e1ria brasileira. No primeiro trimestre de 2026, o abate de bovinos cresceu 3,3% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2025, alcan\u00e7ando 10,29 milh\u00f5es de cabe\u00e7as. A produ\u00e7\u00e3o de carca\u00e7as somou 2,63 milh\u00f5es de toneladas, alta de 5,1%. Tamb\u00e9m houve crescimento nos abates de su\u00ednos, com avan\u00e7o de 5,5%, e de frangos, que subiram 3,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>O desempenho positivo das exporta\u00e7\u00f5es \u00e9 sustentado por pre\u00e7os internacionais favor\u00e1veis, valoriza\u00e7\u00e3o da arroba do boi gordo no mercado interno e demanda externa aquecida, especialmente da China. Ainda assim, o setor monitora os impactos da limita\u00e7\u00e3o da cota chinesa e aposta na diversifica\u00e7\u00e3o de mercados para manter o ritmo de crescimento ao longo de 2026.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carne bovina e derivados alcan\u00e7aram em abril de 2026 o maior faturamento mensal do ano, impulsionadas principalmente pela forte demanda chinesa. 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