{"id":8775,"date":"2026-05-07T16:43:10","date_gmt":"2026-05-07T20:43:10","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=8775"},"modified":"2026-05-07T16:43:11","modified_gmt":"2026-05-07T20:43:11","slug":"indignacao-e-repudio-na-ufmt-alunos-de-direito-planejam-lista-de-alunas-estupraveis-e-geram-investigacao-interna-e-do-mp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=8775","title":{"rendered":"Indigna\u00e7\u00e3o e rep\u00fadio na UFMT: Alunos de Direito planejam \u201clista de alunas estupr\u00e1veis\u201d e geram investiga\u00e7\u00e3o interna e do MP"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma grave den\u00fancia de misoginia e incita\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia sexual abalou a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) nesta semana. Estudantes da Faculdade de Direito, campus Cuiab\u00e1, foram flagrados em conversas de aplicativo de mensagens planejando criar um \u201cranking de alunas mais estupr\u00e1veis\u201d de diversos cursos da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Prints das conversas, obtidos e divulgados pela imprensa local, mostram mensagens expl\u00edcitas como: \u201cBora dps fazer ranking de alunas mais estupr\u00e1veis dos nossos curros [sic]\u201d e coment\u00e1rios sobre a quantidade de mulheres em determinados cursos, incluindo observa\u00e7\u00f5es mis\u00f3ginas sobre alunas de Engenharia. O conte\u00fado, de extrema viol\u00eancia e objetifica\u00e7\u00e3o, gerou revolta imediata entre estudantes, entidades acad\u00eamicas e a sociedade mato-grossense.<\/p>\n\n\n\n<p>Medidas adotadas pela UFMTA dire\u00e7\u00e3o da Faculdade de Direito agiu com rapidez. Na quarta-feira (6 de maio), a universidade:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os envolvidos.<\/li>\n\n\n\n<li>Determinou o afastamento preventivo de pelo menos um estudante, calouro do 1\u00ba semestre de Direito.<\/li>\n\n\n\n<li>Refor\u00e7ou medidas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s alunas potencialmente citadas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Em nota oficial, a UFMT repudiou \u201cveementemente qualquer manifesta\u00e7\u00e3o, pr\u00e1tica ou tentativa de naturaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, da misoginia e de qualquer forma de viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos\u201d. A institui\u00e7\u00e3o refor\u00e7ou seu compromisso com um ambiente seguro e inclusivo, e informou que colaborar\u00e1 com as autoridades externas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Repercuss\u00e3o pol\u00edtica e institucional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), manifestou forte indigna\u00e7\u00e3o durante sess\u00e3o plen\u00e1ria. Russi classificou o caso como \u201cum absurdo\u201d e \u201cinaceit\u00e1vel\u201d, questionando: \u201cVoc\u00eas imaginam abrir um site de not\u00edcias e ler que estudantes da UFMT, um ambiente de ensino, de forma\u00e7\u00e3o de futuros profissionais, criaram uma lista de alunas \u2018estupr\u00e1veis\u2019?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele anunciou que a ALMT, por meio da Procuradoria da Mulher, acompanhar\u00e1 as investiga\u00e7\u00f5es e cobrar\u00e1 puni\u00e7\u00e3o rigorosa.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de Mato Grosso (MP-MT) tamb\u00e9m abriu investiga\u00e7\u00e3o para apurar poss\u00edvel pr\u00e1tica de crimes como amea\u00e7a, incita\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia e associa\u00e7\u00e3o criminosa. At\u00e9 o momento, n\u00e3o h\u00e1 registro formal na Pol\u00edcia Civil, mas as entidades estudantis (Centro Acad\u00eamico de Direito \u2013 CADI e Diret\u00f3rio Central dos Estudantes \u2013 DCE) pressionam por medidas mais amplas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contexto e rea\u00e7\u00f5es da comunidade acad\u00eamica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O caso veio \u00e0 tona ap\u00f3s o vazamento das mensagens na \u00faltima ter\u00e7a-feira (5). O CADI e o DCE divulgaram notas de rep\u00fadio en\u00e9rgicas, classificando o conte\u00fado como incentivo expl\u00edcito \u00e0 viol\u00eancia sexual e express\u00e3o de uma \u201ccultura do estupro\u201d. Movimentos feministas e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Mulheres de Carreira Jur\u00eddica (ABMCJ-MT) tamb\u00e9m emitiram notas de rep\u00fadio.<\/p>\n\n\n\n<p>A Faculdade de Direito da UFMT \u00e9 uma das mais tradicionais de Mato Grosso, com alto n\u00edvel de concorr\u00eancia no Enem. O epis\u00f3dio gerou protestos internos e debates sobre machismo, forma\u00e7\u00e3o \u00e9tica de futuros advogados e a necessidade de educa\u00e7\u00e3o contra a viol\u00eancia de g\u00eanero nas universidades.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o fechamento desta reportagem, os nomes dos envolvidos n\u00e3o foram divulgados publicamente, respeitando o processo administrativo em curso. A expuls\u00e3o definitiva s\u00f3 pode ocorrer ap\u00f3s a conclus\u00e3o do PAD, que costuma durar cerca de 60 dias, com possibilidade de recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso segue em apura\u00e7\u00e3o tanto na esfera universit\u00e1ria quanto nas inst\u00e2ncias policiais e ministeriais.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma grave den\u00fancia de misoginia e incita\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia sexual abalou a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) nesta semana. 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