{"id":7084,"date":"2026-04-08T15:41:17","date_gmt":"2026-04-08T19:41:17","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=7084"},"modified":"2026-04-08T15:41:18","modified_gmt":"2026-04-08T19:41:18","slug":"unemat-desenvolve-teste-rapido-para-identificar-nematoides-em-lavouras-de-soja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=7084","title":{"rendered":"Unemat desenvolve teste r\u00e1pido para identificar nemat\u00f3ides em lavouras de soja"},"content":{"rendered":"\n<p>Nemat\u00f3ides s\u00e3o vermes microsc\u00f3picos que vivem no solo e se alimentam exclusivamente de plantas; embora existam milhares de esp\u00e9cies de nemat\u00f3ides ben\u00e9ficos ao ecossistema, os nemat\u00f3ides fitoparasit\u00e1rios s\u00e3o especializados em atacar ra\u00edzes, caules e folhas, sendo uma das principais causas de perdas agr\u00edcolas no mundo. Por esse motivo, pesquisadores da Unemat em Nova Xavantina desenvolvem uma ferramenta de diagn\u00f3stico r\u00e1pido para identificar os nemat\u00f3ides fitoparasit\u00e1rios na soja.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto est\u00e1 criando um sistema que l\u00ea o DNA da terra e consegue identificar, de forma r\u00e1pida e precisa, v\u00e1rias esp\u00e9cies de vermes inimigos da soja em um \u00fanico exame de laborat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cms.unemat.br\/storage\/imagens-upload\/tLlNLA82fOXW0pbWlZ8xSlStbwF4Lx8VHXUpdidL.jpg\" alt=\"\" style=\"width:527px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Teste \u00e9 multiplex, ou seja, possui a capacidade de rodar v\u00e1rios testes ao mesmo tempo em um \u00fanico tubo de ensaio: ao inv\u00e9s de fazer um exame para o nematoide A, outro para o B e outro para o C, o multiplex detecta todos de uma vez s\u00f3 (Foto: Rodrigo Spyer)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>O teste utiliza duas t\u00e9cnicas: metagen\u00f4mica e qPCR. A metagen\u00f4mica \u00e9 como tirar uma \u2018foto panor\u00e2mica\u2019 do DNA de todos os organismos que vivem em uma amostra de solo. Em vez de procurar um nematoide por vez, os cientistas analisam a comunidade inteira para entender quem est\u00e1 l\u00e1. J\u00e1 o qPCR (sigla em ingl\u00eas para teste quantitativo de rea\u00e7\u00e3o em cadeia da polimerase em tempo real) \u00e9 uma t\u00e9cnica de alta precis\u00e3o que \u2018fotocopia\u2019 o DNA de um organismo at\u00e9 que ele se torne vis\u00edvel para o computador. O \u2018tempo real\u2019 significa que o cientista consegue ver a praga aparecendo na tela enquanto o teste acontece, permitindo saber n\u00e3o s\u00f3 quem \u00e9 o nematoide, mas quantos deles existem na amostra.<\/p>\n\n\n\n<p>O teste \u00e9 multiplex, ou seja, possui a capacidade de rodar v\u00e1rios testes ao mesmo tempo em um \u00fanico tubo de ensaio: ao inv\u00e9s de fazer um exame para o nematoide A, outro para o B e outro para o C, o multiplex detecta todos de uma vez s\u00f3. A inova\u00e7\u00e3o substitui m\u00e9todos morfol\u00f3gicos tradicionais, que s\u00e3o lentos e suscet\u00edveis a erros humanos, por um sistema de alta precis\u00e3o gen\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa foca em esp\u00e9cies agressivas como&nbsp;<em>Heterodera glycines&nbsp;<\/em>(conhecido como nemat\u00f3ide de cisto da soja),&nbsp;<em>Meloidogyne javanica<\/em>&nbsp;(nemat\u00f3ide das galhas) e&nbsp;<em>Pratylenchus brachyurus&nbsp;<\/em>(nemat\u00f3ide das les\u00f5es), que amea\u00e7am a sustentabilidade da cultura da soja em Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao decifrar a &#8216;identidade gen\u00e9tica&#8217; espec\u00edfica dos vermes que vivem nas fazendas de Mato Grosso, a universidade constr\u00f3i um banco de dados molecular in\u00e9dito. O mapeamento permite a detec\u00e7\u00e3o precoce das pragas, facilitando o manejo integrado e reduzindo as perdas econ\u00f4micas, estimadas em bilh\u00f5es de reais por safra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cms.unemat.br\/storage\/imagens-upload\/lK6nTlA6KknAWuAXYlyzFY4O29SECy4EwVdHS3do.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pesquisa \u00e9 fruto do trabalho elaborado pelo pesquisador Wigis Pereira Peres, bi\u00f3logo formado pela Unemat e cursando doutorado pela Rede Pr\u00f3-Centro-Oeste (Foto: Rodrigo Spyer)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>PESQUISADORES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o \u00e9 resultado das pesquisas desenvolvidas por pesquisadores do AraguaiaBiotech, laborat\u00f3rio de Inova\u00e7\u00e3o Biotecnol\u00f3gica especializado em gen\u00f4mica e biotecnologia em Nova Xavantina.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa \u00e9 fruto do trabalho elaborado pelo pesquisador Wigis Pereira Peres, bi\u00f3logo formado pela Unemat, mestre em Imunologia e Parasitologia B\u00e1sicas e Aplicadas pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e cursando doutorado em Biodiversidade e Biotecnologia pela Rede Pr\u00f3-Centro-Oeste, da qual a Unemat faz parte. Wigis \u00e9 orientado por Joaquim Manoel da Silva, professor da Unemat, doutor em Gen\u00e9tica e Biologia Molecular e coordenador do AraguaiaBiotech, que atua tanto na Rede Pr\u00f3-Centro-Oeste quanto no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o (PPGEC), programa institucional da Unemat.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cms.unemat.br\/storage\/imagens-upload\/qZQqyaPzJm05rKbBGz5dXvxsFEIpFQeCSDhjw9B9.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Avan\u00e7o \u00e9 resultado das pesquisas desenvolvidas por pesquisadores do AraguaiaBiotech, laborat\u00f3rio de Inova\u00e7\u00e3o Biotecnol\u00f3gica especializado em gen\u00f4mica e biotecnologia em Nova Xavantina (Foto: Rodrigo Spyer)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A Rede Pr\u00f3-Centro-Oeste \u00e9 formada por institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa dos estados de Goi\u00e1s, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal, suas respectivas secretarias de estado de ci\u00eancia e tecnologia e funda\u00e7\u00f5es de amparo \u00e0 pesquisa. A Rede desenvolve o Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade e Biotecnologia em Mato Grosso (PPGBBMT), que oferta doutorado acad\u00eamico em rede em diversas cidades do Estado, conquistando Conceito 4 na Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes). O doutorado abrange tr\u00eas linhas de pesquisa: ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o para sustentabilidade da regi\u00e3o Centro-Oeste; bioeconomia e conserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais; e desenvolvimento de produtos, processos e servi\u00e7os biotecnol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o (PPGEC) possui conceito 5 na Capes e oferece mestrado e doutorado acad\u00eamicos no C\u00e2mpus Universit\u00e1rio de Nova Xavantina, com quatro linhas de pesquisa: Ecologia de sistemas e comunidades terrestres; Conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade; Ecologia e padr\u00f5es biogeogr\u00e1ficos; e Ecologia de sistemas e comunidades de \u00e1reas \u00famidas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>INVESTIMENTOS EM INOVA\u00c7\u00c3O BIOTECNOL\u00d3GICA<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cms.unemat.br\/storage\/imagens-upload\/rTZVS54f3RCt7nAUhL1sopiL3nc9FfP8Up51Fg8l.jpg\" alt=\"\" style=\"width:507px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">AraguaiaBiotech garante descentraliza\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico, formando especialistas em biologia molecular e bioinform\u00e1tica fora dos grandes centros (Foto: Rodrigo Spyer)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>A Unemat avan\u00e7a na pesquisa de alta complexidade com a expans\u00e3o do AraguaiaBiotech, que recebeu recentemente um aporte de R$ 4.639.837,31 dos governos Estadual e Federal. Com a nova infraestrutura, a Unemat consolida um polo de biotecnologia no interior de Mato Grosso, conectando o sequenciamento de DNA diretamente \u00e0s demandas de produtores rurais e empresas de sementes.<\/p>\n\n\n\n<p>A unidade agora integra dados gen\u00e9ticos \u00e0s caracter\u00edsticas observ\u00e1veis, permitindo identificar respostas de plantas e microrganismos ao ambiente. O objetivo \u00e9 fornecer mais solu\u00e7\u00f5es para o setor produtivo, como a prospec\u00e7\u00e3o de bioinsumos e o diagn\u00f3stico preciso da sa\u00fade do solo.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferente do sequenciamento convencional, a nova estrutura foca no p\u00f3s-sequenciamento, etapa que valida e interpreta o DNA para aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas. A tecnologia permite que a Universidade atue como prestadora de servi\u00e7os tecnol\u00f3gicos para produtores rurais, unindo o monitoramento dos biomas Amaz\u00f4nia e Cerrado \u00e0 produtividade sustent\u00e1vel de Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa garante a descentraliza\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico, formando especialistas em biologia molecular e bioinform\u00e1tica fora dos grandes centros. Com o novo suporte tecnol\u00f3gico, a Institui\u00e7\u00e3o aumenta a capacidade de resposta a problemas reais do campo, como a adapta\u00e7\u00e3o de culturas \u00e0s varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e a busca por alternativas biol\u00f3gicas aos insumos qu\u00edmicos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cms.unemat.br\/storage\/imagens-upload\/ObjPNj97apdHnpagURVzTdTkIH7smryYKcCREKot.jpg\" alt=\"\" style=\"width:354px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Aporte no AraguaiaBiotech faz parte da estrat\u00e9gia de moderniza\u00e7\u00e3o da Unemat: converter conhecimento acad\u00eamico em presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os tecnol\u00f3gicos, garantindo que ci\u00eancia produzida na Unemat auxilie a manter Mato Grosso como l\u00edder na produ\u00e7\u00e3o com sustentabilidade (Foto: Rodrigo Spyer)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>\u201cQuando voc\u00ea cria infraestrutura, cria tamb\u00e9m um ambiente: atrai projetos, amplia redes, forma pessoas e aumenta a capacidade de responder r\u00e1pido a problemas reais. \u00c9 isso que estamos construindo\u201d, afirma o coordenador do AraguaiaBiotech, Joaquim Manoel da Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>O salto tecnol\u00f3gico \u00e9 viabilizado pelo aporte de R$ 4,6 milh\u00f5es, fruto de parceria entre a Universidade, a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa faz parte da estrat\u00e9gia de moderniza\u00e7\u00e3o da Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o (PRPPG) da Unemat: o objetivo \u00e9 converter o conhecimento acad\u00eamico em presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os tecnol\u00f3gicos, garantindo que a ci\u00eancia produzida na Unemat auxilie na manuten\u00e7\u00e3o de Mato Grosso como l\u00edder nacional na produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os com sustentabilidade e soberania tecnol\u00f3gica, consolidando Mato Grosso como refer\u00eancia em tecnologias verdes e inova\u00e7\u00e3o biotecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o &#8211; Unemat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nemat\u00f3ides s\u00e3o vermes microsc\u00f3picos que vivem no solo e se alimentam exclusivamente de plantas; embora existam milhares de esp\u00e9cies de nemat\u00f3ides ben\u00e9ficos ao ecossistema, os nemat\u00f3ides fitoparasit\u00e1rios s\u00e3o especializados em atacar ra\u00edzes, caules e folhas, sendo uma das principais causas de perdas agr\u00edcolas no mundo. 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