{"id":6695,"date":"2026-04-04T15:50:00","date_gmt":"2026-04-04T19:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=6695"},"modified":"2026-04-02T07:53:58","modified_gmt":"2026-04-02T11:53:58","slug":"colheita-entra-na-fase-final-mas-clima-irregular-impoe-ritmo-desigual-no-campo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=6695","title":{"rendered":"Colheita entra na fase final, mas clima irregular imp\u00f5e ritmo desigual no campo"},"content":{"rendered":"\n<p>A colheita da safra 2025\/26 de soja no Brasil atingiu 75% da \u00e1rea cultivada at\u00e9 o fim de mar\u00e7o, avan\u00e7o relevante sobre os 68% da semana anterior, mas ainda abaixo dos 82% registrados no mesmo per\u00edodo do ano passado. O andamento dos trabalhos segue condicionado pelo clima, que alterna chuvas intensas em parte do pa\u00eds e calor persistente em outras regi\u00f5es, cen\u00e1rio que mant\u00e9m a aten\u00e7\u00e3o do produtor sobre o ritmo das opera\u00e7\u00f5es no campo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os maiores entraves est\u00e3o concentrados no Rio Grande do Sul e na regi\u00e3o do Matopiba, onde as precipita\u00e7\u00f5es recentes dificultam a entrada de m\u00e1quinas nas lavouras. No caso ga\u00facho, embora atrasem a colheita, as chuvas ainda beneficiam \u00e1reas em fase final de enchimento de gr\u00e3os, sustentando parte do potencial produtivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do avan\u00e7o da colheita, a estimativa de produ\u00e7\u00e3o brasileira de soja em 2025\/26 foi ligeiramente ajustada para cima: passou de 178 milh\u00f5es para 178,4 milh\u00f5es de toneladas. O ajuste reflete melhora de produtividade em estados importantes, especialmente em Mato Grosso, que compensou parte das perdas registradas na Regi\u00e3o Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, a produ\u00e7\u00e3o continua afetada pelo clima mais severo no Rio Grande do Sul. A estiagem no estado levou a novos cortes na produtividade local, limitando um avan\u00e7o maior da proje\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro, a estimativa para a safra brasileira j\u00e1 havia sido reduzida de 181 milh\u00f5es para 178 milh\u00f5es de toneladas, justamente por causa das quebras nas lavouras ga\u00fachas. O resultado final da safra ainda depende do comportamento do clima nas regi\u00f5es onde a colheita segue em andamento ou onde as lavouras ainda est\u00e3o em fase de enchimento de gr\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas avaliam que o equil\u00edbrio entre per\u00edodos de chuva e janelas de tempo firme ser\u00e1 decisivo para consolidar os n\u00fameros da produ\u00e7\u00e3o. Chuvas em excesso podem continuar prejudicando o avan\u00e7o das colheitadeiras e o transporte da safra, enquanto o tempo muito seco em sequ\u00eancia, em \u00e1reas onde as plantas ainda completam o ciclo, pode reduzir o peso de gr\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>NORTE \u2013 Na Regi\u00e3o Norte, a previs\u00e3o indica acumulados elevados principalmente no Amazonas, oeste de Roraima, noroeste e centro-leste do Par\u00e1 e norte do Tocantins. Em boa parte dessas \u00e1reas, os volumes devem superar 80 mm na semana, podendo ultrapassar 150 mm em pontos isolados.<\/p>\n\n\n\n<p>A tend\u00eancia \u00e9 de chuva mais persistente em Roraima e no oeste do Amazonas, o que pode dificultar a circula\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas, atrasar a colheita em \u00e1reas de gr\u00e3os e prejudicar estradas e estradas vicinais usadas no escoamento da produ\u00e7\u00e3o. Nas demais \u00e1reas da regi\u00e3o, as precipita\u00e7\u00f5es tendem a ser fracas e isoladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas lembram que, em solos mais argilosos, esse excesso de \u00e1gua aumenta o risco de compacta\u00e7\u00e3o se o produtor insistir em colher ou trafegar com m\u00e1quinas pesadas em condi\u00e7\u00f5es encharcadas. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 avaliar a umidade do solo antes de entrar com maquin\u00e1rio, para evitar danos que podem afetar o pr\u00f3ximo plantio.<\/p>\n\n\n\n<p>NORDESTE \u2013 No Nordeste, os maiores acumulados s\u00e3o esperados no centro-norte do Maranh\u00e3o, no centro-norte do Piau\u00ed e no sul do Cear\u00e1, com volumes pr\u00f3ximos de 80 mm e possibilidade de picos de at\u00e9 150 mm em \u00e1reas isoladas. No sul da Bahia e em partes do Maranh\u00e3o, a previs\u00e3o \u00e9 de 50 mm a 80 mm.<\/p>\n\n\n\n<p>No restante do litoral nordestino, no noroeste da Bahia, leste do Cear\u00e1 e oeste de Rio Grande do Norte, Para\u00edba e Pernambuco, os acumulados devem ficar entre 20 mm e 50 mm. Nas demais \u00e1reas, a tend\u00eancia \u00e9 de chuvas fracas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa combina\u00e7\u00e3o de chuva forte em \u00e1reas do Matopiba com tempo mais seco em outras partes segue influenciando a colheita da soja e o plantio e desenvolvimento do milho segunda safra. Em regi\u00f5es onde a precipita\u00e7\u00e3o vem acima da m\u00e9dia, o excesso de umidade continua atrasando a entrada de colheitadeiras e aumentando os custos log\u00edsticos, segundo especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>CENTRO-OESTE: A previs\u00e3o indica que as chuvas devem se concentrar no norte de Mato Grosso, com acumulados que podem chegar a 70 mm e, pontualmente, ultrapassar 80 mm. No centro-sul do estado, no noroeste de Goi\u00e1s e no Distrito Federal, os volumes previstos variam entre 20 mm e 40 mm.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas demais \u00e1reas da regi\u00e3o, a tend\u00eancia \u00e9 de chuva mal distribu\u00edda, com acumulados inferiores a 10 mm. Esse padr\u00e3o, em geral, favorece a fase final da colheita da soja e o manejo das lavouras de milho e algod\u00e3o, mas aumenta a preocupa\u00e7\u00e3o com a reposi\u00e7\u00e3o de umidade do solo em \u00e1reas onde o regime de chuvas j\u00e1 come\u00e7a a entrar em decl\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>SUDESTE \u2013 Na Regi\u00e3o Sudeste, o Inmet prev\u00ea chuvas persistentes no litoral de S\u00e3o Paulo, no Vale do Para\u00edba e no litoral sul do Rio de Janeiro, com acumulados semanais acima de 50 mm e picos de at\u00e9 80 mm.<\/p>\n\n\n\n<p>No Esp\u00edrito Santo, Tri\u00e2ngulo Mineiro, Zona da Mata, leste de Minas Gerais e centro de S\u00e3o Paulo, os volumes ficam entre 20 mm e 50 mm. Nas demais \u00e1reas, a previs\u00e3o \u00e9 de chuvas fracas, com acumulados inferiores a 10 mm.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as lavouras de caf\u00e9, cana-de-a\u00e7\u00facar e milho segunda safra, esse padr\u00e3o de chuva mais concentrada no leste e volumes menores no interior tende a favorecer o manejo e opera\u00e7\u00f5es de campo, mas exige aten\u00e7\u00e3o com a umidade do solo em \u00e1reas que j\u00e1 v\u00eam de semanas mais secas.<\/p>\n\n\n\n<p>SUL \u2013 No Sul, a faixa litor\u00e2nea do Paran\u00e1 e pontos do litoral de Santa Catarina devem registrar acumulados acima de 50 mm, podendo chegar a cerca de 80 mm ao longo da semana. No centro-sul do Paran\u00e1 e no norte de Santa Catarina, os volumes variam entre 20 mm e 50 mm. No restante da regi\u00e3o, n\u00e3o devem passar de 10 mm.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, a chuva prevista ajuda a manter a umidade do solo em n\u00edveis adequados, mas ainda pode provocar interrup\u00e7\u00f5es pontuais na colheita da soja e na colheita do milho em \u00e1reas espec\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Pensar Agro<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/pensaragro.com.br\/2026\/04\/01\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A colheita da safra 2025\/26 de soja no Brasil atingiu 75% da \u00e1rea cultivada at\u00e9 o fim de mar\u00e7o, avan\u00e7o relevante sobre os 68% da semana anterior, mas ainda abaixo dos 82% registrados no mesmo per\u00edodo do ano passado. 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