{"id":16786,"date":"2026-10-18T10:09:33","date_gmt":"2026-10-18T14:09:33","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=16786"},"modified":"2026-10-18T10:09:37","modified_gmt":"2026-10-18T14:09:37","slug":"seca-coloca-hidrovias-da-amazonia-e-do-pantanal-em-alerta-e-ameaca-transporte-de-cargas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=16786","title":{"rendered":"Seca coloca hidrovias da Amaz\u00f4nia e do Pantanal em alerta e amea\u00e7a transporte de cargas"},"content":{"rendered":"\n<p>As principais hidrovias da Amaz\u00f4nia e do Pantanal est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de alerta devido \u00e0 estiagem que afeta importantes bacias hidrogr\u00e1ficas do pa\u00eds. A redu\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis dos rios Madeira, Tapaj\u00f3s, Negro e Paraguai aumenta a preocupa\u00e7\u00e3o com o transporte de cargas e passageiros, al\u00e9m do abastecimento de comunidades ribeirinhas. As informa\u00e7\u00f5es foram divulgadas em reportagem publicada em 18 de outubro de 2026, com base em levantamento do Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos.<\/p>\n\n\n\n<p>No rio Madeira, a esta\u00e7\u00e3o de Porto Velho, em Rond\u00f4nia, registrou 3,07 metros em 30 de setembro, ap\u00f3s uma queda de 1,37 metro durante o m\u00eas. O n\u00edvel ficou abaixo dos 4 metros utilizados como refer\u00eancia para o in\u00edcio de restri\u00e7\u00f5es operacionais, mas permaneceu acima da marca de 2 metros associada \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o. A hidrovia \u00e9 estrat\u00e9gica para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do Centro-Oeste e transportou 12,1 milh\u00f5es de toneladas de soja e milho em 2025, al\u00e9m de combust\u00edveis e produtos essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m exige aten\u00e7\u00e3o no rio Tapaj\u00f3s, no Par\u00e1. No fim de setembro, foram registradas profundidades de 3,15 metros em Itapai\u00fana e 2,99 metros em Monte Cristo. Em Itaituba, o n\u00edvel chegou a 2,40 metros, enquanto Santar\u00e9m registrou 2,63 metros. O corredor fluvial \u00e9 importante para o escoamento de gr\u00e3os produzidos em Mato Grosso, que chegam \u00e0 regi\u00e3o pela BR-163 e seguem em barca\u00e7as para os portos de exporta\u00e7\u00e3o. No primeiro bimestre de 2026, a hidrovia movimentou 2,38 milh\u00f5es de toneladas, principalmente soja e milho.<\/p>\n\n\n\n<p>A dragagem de manuten\u00e7\u00e3o do Tapaj\u00f3s foi suspensa pelo governo federal ap\u00f3s avalia\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e di\u00e1logo com povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais contr\u00e1rias \u00e0s interven\u00e7\u00f5es. Em agosto, representantes do setor produtivo estimaram que dificuldades de navega\u00e7\u00e3o e a falta de dragagem poderiam provocar impactos de at\u00e9 R$ 850 milh\u00f5es na cadeia produtiva. Entre as preocupa\u00e7\u00f5es est\u00e1 a necessidade de transferir parte das cargas para o transporte rodovi\u00e1rio, o que elevaria os custos log\u00edsticos.<\/p>\n\n\n\n<p>No rio Negro, em Manaus, o n\u00edvel registrado em 30 de setembro foi de 18,80 metros, uma redu\u00e7\u00e3o de 5,21 metros ao longo do m\u00eas. A marca ficou abaixo da mediana hist\u00f3rica para a data, embora ainda fosse superior aos 13,14 metros registrados no mesmo dia de 2024. A baixa dos rios Negro e Solim\u00f5es preocupa por causa da possibilidade de forma\u00e7\u00e3o de bancos de areia e de restri\u00e7\u00f5es \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es em trechos utilizados para o transporte de passageiros e pequenas cargas.<\/p>\n\n\n\n<p>No Pantanal, o principal ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o rio Paraguai, que apresentava n\u00edveis inferiores \u00e0s medianas hist\u00f3ricas em diferentes esta\u00e7\u00f5es de monitoramento. Em 30 de setembro, C\u00e1ceres, em Mato Grosso, registrou 77 cent\u00edmetros, diante de uma mediana hist\u00f3rica de 1,42 metro. Em Lad\u00e1rio, Mato Grosso do Sul, o n\u00edvel era de 1,18 metro, ante 2,55 metros, enquanto Porto Murtinho registrou 2,38 metros, em compara\u00e7\u00e3o com uma mediana de 4,48 metros. O cen\u00e1rio mant\u00e9m a preocupa\u00e7\u00e3o com a navegabilidade de uma rota conectada ao sistema fluvial que atende portos da Argentina e do Uruguai.<\/p>\n\n\n\n<p>As perspectivas clim\u00e1ticas tamb\u00e9m exigem aten\u00e7\u00e3o. Boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia em 30 de setembro, elaborado em conjunto com outras institui\u00e7\u00f5es federais, apontou tend\u00eancia de intensifica\u00e7\u00e3o da seca e do risco de inc\u00eandios no centro-norte do Brasil, al\u00e9m da possibilidade de um El Ni\u00f1o muito forte entre outubro e dezembro. As previs\u00f5es indicam condi\u00e7\u00f5es que podem agravar a disponibilidade de \u00e1gua em \u00e1reas da Amaz\u00f4nia, embora a evolu\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis dependa das condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas de cada bacia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para reduzir os impactos, o Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos informou que mant\u00e9m contratos de dragagem de manuten\u00e7\u00e3o nos rios Madeira, Amazonas, Solim\u00f5es e Paraguai. Segundo a pasta, os servi\u00e7os removem sedimentos de trechos que podem comprometer a navega\u00e7\u00e3o, sem aprofundar o leito dos rios. A situa\u00e7\u00e3o de alerta, entretanto, n\u00e3o significa que todas as hidrovias estejam paralisadas ou que uma emerg\u00eancia tenha sido formalmente decretada. A continuidade do transporte depender\u00e1 das condi\u00e7\u00f5es hidrol\u00f3gicas e das avalia\u00e7\u00f5es operacionais realizadas pelas autoridades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As principais hidrovias da Amaz\u00f4nia e do Pantanal est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de alerta devido \u00e0 estiagem que afeta importantes bacias hidrogr\u00e1ficas do pa\u00eds. A redu\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis dos rios Madeira, Tapaj\u00f3s, Negro e Paraguai aumenta a preocupa\u00e7\u00e3o com o transporte de cargas e passageiros, al\u00e9m do abastecimento de comunidades ribeirinhas. 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