{"id":16783,"date":"2026-10-18T05:44:09","date_gmt":"2026-10-18T09:44:09","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=16783"},"modified":"2026-10-18T05:44:11","modified_gmt":"2026-10-18T09:44:11","slug":"trabalho-infantil-cai-92-no-brasil-mas-ainda-atinge-15-milhao-de-jovens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=16783","title":{"rendered":"Trabalho infantil cai 9,2% no Brasil, mas ainda atinge 1,5 milh\u00e3o de jovens"},"content":{"rendered":"\n<p>O Brasil registrou, em 2025, a maior redu\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie hist\u00f3rica do trabalho infantil, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) na sexta-feira, 16 de outubro de 2026. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua), dedicada ao trabalho de crian\u00e7as e adolescentes de 5 a 17 anos, apontou que 1,499 milh\u00e3o de pessoas nessa faixa et\u00e1ria estavam em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil no pa\u00eds. O n\u00famero representa uma queda de 9,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2024, quando o contingente era maior em aproximadamente 151 mil pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o resultado, a propor\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes submetidos ao trabalho infantil recuou para 4% da popula\u00e7\u00e3o brasileira de 5 a 17 anos, o menor percentual da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2016. Do total registrado em 2025, cerca de 1,141 milh\u00e3o realizavam atividades econ\u00f4micas, enquanto 358 mil estavam envolvidos exclusivamente na produ\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo. O IBGE ressalta que nem toda atividade desempenhada por crian\u00e7as e adolescentes \u00e9 classificada como trabalho infantil: a defini\u00e7\u00e3o considera fatores como riscos \u00e0 sa\u00fade, preju\u00edzos ao desenvolvimento e interfer\u00eancias na escolariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m identificou diferen\u00e7as importantes entre as regi\u00f5es brasileiras. O Sudeste concentrava o maior n\u00famero absoluto de crian\u00e7as e adolescentes nessa situa\u00e7\u00e3o, com aproximadamente 481 mil casos, seguido pelo Nordeste, com 408 mil. Quando considerada a propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de 5 a 17 anos, entretanto, o Norte apresentou o \u00edndice mais elevado, de 6,3%, enquanto o Sudeste registrou o menor percentual, de 3,3%. Os dados mostram que, apesar do avan\u00e7o nacional, o problema permanece distribu\u00eddo de maneira desigual pelo territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A faixa et\u00e1ria tamb\u00e9m influencia a incid\u00eancia do trabalho infantil. Entre adolescentes de 16 e 17 anos, a propor\u00e7\u00e3o chegou a 14,5%, a maior entre os grupos analisados. Nessa faixa, 79,6% dos que estavam em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil frequentavam a escola, percentual inferior aos 89,6% observados no conjunto da popula\u00e7\u00e3o da mesma idade. Al\u00e9m disso, o levantamento identificou 525 mil crian\u00e7as e adolescentes ocupados nas chamadas piores formas de trabalho infantil, que envolvem atividades consideradas especialmente prejudiciais ou perigosas. Embora esse contingente tamb\u00e9m tenha atingido o menor n\u00edvel da s\u00e9rie, o n\u00famero evidencia a perman\u00eancia de situa\u00e7\u00f5es graves de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro destaque do levantamento \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o observada entre fam\u00edlias benefici\u00e1rias do Bolsa Fam\u00edlia. Em 2025, aproximadamente 573 mil crian\u00e7as e adolescentes residentes em domic\u00edlios atendidos pelo programa estavam em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil, o equivalente a 4,4% desse grupo. Em compara\u00e7\u00e3o com 2024, houve uma diminui\u00e7\u00e3o de 20,1%, correspondente a cerca de 144 mil pessoas a menos nessa condi\u00e7\u00e3o. Segundo os dados divulgados pelo IBGE, essa redu\u00e7\u00e3o respondeu por mais de 95% da queda total registrada no pa\u00eds no per\u00edodo. O resultado indica uma associa\u00e7\u00e3o relevante entre a diminui\u00e7\u00e3o do trabalho infantil e a evolu\u00e7\u00e3o dos indicadores nos domic\u00edlios beneficiados, sem estabelecer, isoladamente, uma rela\u00e7\u00e3o de causalidade exclusiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do avan\u00e7o, o cen\u00e1rio ainda exige aten\u00e7\u00e3o das autoridades e da sociedade. O trabalho infantil pode comprometer a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade e o desenvolvimento f\u00edsico, psicol\u00f3gico e social de crian\u00e7as e adolescentes, especialmente quando envolve jornadas extensas, atividades perigosas ou condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o. Os resultados divulgados em 16 de outubro de 2026 representam um marco positivo, mas a perman\u00eancia de quase 1,5 milh\u00e3o de jovens nessa situa\u00e7\u00e3o demonstra que a erradica\u00e7\u00e3o do problema continua sendo um desafio para as pol\u00edticas p\u00fablicas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 inf\u00e2ncia no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil registrou, em 2025, a maior redu\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie hist\u00f3rica do trabalho infantil, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) na sexta-feira, 16 de outubro de 2026. 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