{"id":16762,"date":"2026-10-17T10:15:00","date_gmt":"2026-10-17T14:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=16762"},"modified":"2026-10-17T06:16:29","modified_gmt":"2026-10-17T10:16:29","slug":"brasil-alcanca-menores-taxas-de-desmatamento-da-serie-historica-na-amazonia-e-no-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=16762","title":{"rendered":"Brasil alcan\u00e7a menores taxas de desmatamento da s\u00e9rie hist\u00f3rica na Amaz\u00f4nia e no Cerrado"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><\/h1>\n\n\n\n<p>O Brasil registrou as menores taxas de desmatamento da s\u00e9rie hist\u00f3rica na Amaz\u00f4nia Legal e no Cerrado, segundo dados divulgados pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima (MMA) na sexta-feira (16 de outubro de 2026). O levantamento, realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), aponta que a \u00e1rea desmatada na Amaz\u00f4nia caiu 41,8% e a supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no Cerrado recuou 23,8% entre agosto de 2025 e julho de 2026, em compara\u00e7\u00e3o com o per\u00edodo anterior. Os resultados representam os menores \u00edndices j\u00e1 registrados pelos sistemas de monitoramento dos dois biomas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Amaz\u00f4nia Legal, a \u00e1rea desmatada passou de 5.731 quil\u00f4metros quadrados para 3.335 km\u00b2, o menor valor da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1988. No Cerrado, a supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa diminuiu de 7.235,27 km\u00b2 para 5.516,69 km\u00b2, estabelecendo o menor resultado desde o in\u00edcio do monitoramento do bioma, em 2001. Os n\u00fameros foram divulgados pelo governo federal com base no Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal por Sat\u00e9lite (Prodes), sistema utilizado para calcular as taxas anuais oficiais de perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Mato Grosso, os dados mostram uma redu\u00e7\u00e3o expressiva na \u00e1rea da Amaz\u00f4nia Legal localizada no estado. O desmatamento caiu de 1.593 km\u00b2 no ciclo anterior para 849 km\u00b2 no per\u00edodo mais recente, uma diminui\u00e7\u00e3o de 46,7%. No Cerrado mato-grossense, entretanto, o resultado foi praticamente est\u00e1vel: a \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o nativa suprimida passou de 455,39 km\u00b2 para 454,52 km\u00b2, redu\u00e7\u00e3o de apenas 0,2%. A diferen\u00e7a evidencia que os resultados variam conforme o bioma e refor\u00e7a a necessidade de pol\u00edticas espec\u00edficas de fiscaliza\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o para cada regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da redu\u00e7\u00e3o nacional, algumas \u00e1reas continuam concentrando grande parte da perda de vegeta\u00e7\u00e3o. Na Amaz\u00f4nia Legal, o Par\u00e1 liderou o desmatamento, com 1.130 km\u00b2, seguido por Mato Grosso, com 849 km\u00b2, e Amazonas, com 525 km\u00b2. No Cerrado, os maiores n\u00fameros foram registrados no Maranh\u00e3o, com 1.718,59 km\u00b2, no Tocantins, com 1.263,06 km\u00b2, e no Piau\u00ed, com 625,24 km\u00b2. Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia, estados que integram a regi\u00e3o conhecida como Matopiba, responderam por 74,3% da supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa registrada no bioma.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio do Meio Ambiente atribui os resultados a um conjunto de medidas de monitoramento por sat\u00e9lite, fiscaliza\u00e7\u00e3o, ordenamento territorial e incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel. Entre as iniciativas est\u00e3o os planos federais de preven\u00e7\u00e3o e controle do desmatamento na Amaz\u00f4nia e no Cerrado, retomados em 2023, al\u00e9m de instrumentos de financiamento e pagamentos por servi\u00e7os ambientais. O governo tamb\u00e9m anunciou R$ 147,6 milh\u00f5es para ampliar o monitoramento da vegeta\u00e7\u00e3o nativa por meio do Sistema Integrado para Monitoramento da Vegeta\u00e7\u00e3o Natural dos Biomas Brasileiros (SIM-Biomas), que prev\u00ea a integra\u00e7\u00e3o de sistemas existentes e o uso de intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n\n\n\n<p>O INPE ressalta que a taxa divulgada para a Amaz\u00f4nia corresponde a uma estimativa baseada nas imagens priorit\u00e1rias, enquanto o resultado consolidado, calculado com a totalidade das imagens, \u00e9 publicado posteriormente. Para o Cerrado, o n\u00famero divulgado j\u00e1 corresponde \u00e0 taxa consolidada do per\u00edodo. O instituto tamb\u00e9m diferencia o Prodes, respons\u00e1vel pelo levantamento anual oficial, do Deter, sistema que emite alertas para orientar a fiscaliza\u00e7\u00e3o. A redu\u00e7\u00e3o do desmatamento n\u00e3o significa o fim dos crimes ambientais nem elimina os riscos de degrada\u00e7\u00e3o e inc\u00eandios florestais, que exigem monitoramento cont\u00ednuo e a\u00e7\u00f5es permanentes de preven\u00e7\u00e3o e combate.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil registrou as menores taxas de desmatamento da s\u00e9rie hist\u00f3rica na Amaz\u00f4nia Legal e no Cerrado, segundo dados divulgados pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima (MMA) na sexta-feira (16 de outubro de 2026). 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