{"id":16403,"date":"2026-10-09T06:16:53","date_gmt":"2026-10-09T10:16:53","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=16403"},"modified":"2026-10-09T06:16:55","modified_gmt":"2026-10-09T10:16:55","slug":"aedes-aegypti-quase-metade-dos-municipios-brasileiros-esta-em-alerta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=16403","title":{"rendered":"Aedes aegypti: quase metade dos munic\u00edpios brasileiros est\u00e1 em alerta"},"content":{"rendered":"\n<p>Quase metade dos munic\u00edpios brasileiros avaliados est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de alerta ou risco para a presen\u00e7a do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da chikungunya e da zika. O dado consta no segundo ciclo do Levantamento R\u00e1pido de \u00cdndices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade na quarta-feira (7 de outubro de 2026). Dos 3.732 munic\u00edpios que encaminharam informa\u00e7\u00f5es ao governo federal, 49,2% apresentaram \u00edndices que indicam necessidade de aten\u00e7\u00e3o e intensifica\u00e7\u00e3o das medidas de preven\u00e7\u00e3o e controle.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento foi realizado entre maio e agosto de 2026 e permite identificar os principais locais de reprodu\u00e7\u00e3o do mosquito, al\u00e9m de orientar as a\u00e7\u00f5es das equipes de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica. Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 42,3% dos criadouros identificados estavam em vasos e pratos de plantas, garrafas e outros recipientes de uso cotidiano. Os reservat\u00f3rios de \u00e1gua, como caixas-d&#8217;\u00e1gua e ton\u00e9is, correspondiam a 26,1% dos focos, enquanto pneus e res\u00edduos s\u00f3lidos, incluindo latas, garrafas PET e entulho, representavam 23%.<\/p>\n\n\n\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o dos criadouros apresenta diferen\u00e7as entre as regi\u00f5es brasileiras. No Norte, predominam focos em pneus e res\u00edduos s\u00f3lidos. No Nordeste, destacam-se os reservat\u00f3rios utilizados para armazenamento de \u00e1gua. J\u00e1 nas regi\u00f5es Sudeste, Sul e Centro-Oeste, os principais criadouros est\u00e3o associados a vasos, pratos de plantas, garrafas e outros recipientes dom\u00e9sticos que acumulam \u00e1gua. Essas informa\u00e7\u00f5es ajudam as administra\u00e7\u00f5es municipais a direcionar as a\u00e7\u00f5es de combate ao mosquito conforme as caracter\u00edsticas de cada localidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do cen\u00e1rio de alerta relacionado \u00e0 infesta\u00e7\u00e3o, os indicadores epidemiol\u00f3gicos registraram uma redu\u00e7\u00e3o expressiva nos casos de dengue. At\u00e9 26 de setembro de 2026, o Brasil contabilizou aproximadamente 470,5 mil casos prov\u00e1veis da doen\u00e7a, contra cerca de 1,5 milh\u00e3o no mesmo per\u00edodo de 2025, uma queda de aproximadamente 70%. Os registros de chikungunya tamb\u00e9m diminu\u00edram: foram 67.902 casos em 2026, ante 118.885 no ano anterior, redu\u00e7\u00e3o de 43%. No caso da zika, o n\u00famero caiu de 3.724 para 2.141 registros, uma diminui\u00e7\u00e3o de 35%.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informou que estados e munic\u00edpios est\u00e3o antecipando a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3ximo per\u00edodo de maior risco de transmiss\u00e3o. Entre as estrat\u00e9gias est\u00e3o o trabalho dos agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade e de combate \u00e0s endemias, o uso de ovitrampas para monitorar a presen\u00e7a do mosquito, a borrifa\u00e7\u00e3o residual em locais estrat\u00e9gicos, as esta\u00e7\u00f5es disseminadoras de larvicida e o m\u00e9todo Wolbachia, que utiliza uma bact\u00e9ria capaz de reduzir a capacidade do mosquito de transmitir os v\u00edrus. A pasta tamb\u00e9m prev\u00ea a forma\u00e7\u00e3o de mais de 300 mil agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade at\u00e9 o fim de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o continua sendo considerada fundamental para reduzir os focos de reprodu\u00e7\u00e3o do Aedes aegypti. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 manter caixas-d&#8217;\u00e1gua, ton\u00e9is e cisternas bem tampados, limpar calhas e ralos, guardar garrafas e baldes virados para baixo e eliminar a \u00e1gua acumulada em pratos de plantas. Pneus, latas, pl\u00e1sticos e entulhos tamb\u00e9m devem receber destina\u00e7\u00e3o adequada para impedir a forma\u00e7\u00e3o de criadouros.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a aproxima\u00e7\u00e3o do ver\u00e3o e a previs\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que podem favorecer a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito, as autoridades sanit\u00e1rias refor\u00e7am a import\u00e2ncia de manter os cuidados durante todo o ano. Embora a redu\u00e7\u00e3o dos casos de dengue represente uma melhora em rela\u00e7\u00e3o a 2025, os \u00edndices de infesta\u00e7\u00e3o indicam que o trabalho preventivo precisa continuar. O monitoramento dos criadouros e a atua\u00e7\u00e3o conjunta entre poder p\u00fablico e moradores s\u00e3o medidas importantes para reduzir o risco de novas infec\u00e7\u00f5es por dengue, chikungunya e zika.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase metade dos munic\u00edpios brasileiros avaliados est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de alerta ou risco para a presen\u00e7a do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da chikungunya e da zika. O dado consta no segundo ciclo do Levantamento R\u00e1pido de \u00cdndices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade na quarta-feira (7 de outubro de 2026). 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