{"id":16091,"date":"2026-10-02T16:33:00","date_gmt":"2026-10-02T20:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=16091"},"modified":"2026-10-03T05:51:10","modified_gmt":"2026-10-03T09:51:10","slug":"lynas-compra-projeto-de-terras-raras-e-avalia-planta-em-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=16091","title":{"rendered":"Lynas compra projeto de terras raras e avalia planta em Minas"},"content":{"rendered":"\n<p>A australiana Lynas Rare Earths anunciou, em 30 de setembro de 2026, um acordo para adquirir 100% da tamb\u00e9m australiana Meteoric Resources, respons\u00e1vel pelo Projeto Caldeira, de terras raras, no Sul de Minas Gerais. A opera\u00e7\u00e3o foi avaliada em aproximadamente 968 milh\u00f5es de d\u00f3lares australianos, valor equivalente a cerca de R$ 3,5 bilh\u00f5es. O neg\u00f3cio ainda depende de aprova\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias e regulat\u00f3rias no Brasil e na Austr\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto Caldeira est\u00e1 localizado na regi\u00e3o de Caldas, Andradas e Po\u00e7os de Caldas e, segundo as empresas, re\u00fane um dos maiores recursos conhecidos de \u00f3xidos de terras raras em argilas i\u00f4nicas fora da China. O empreendimento concluiu seu Estudo Definitivo de Viabilidade, mas ainda precisa avan\u00e7ar nas etapas de licenciamento ambiental antes da implanta\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o da Meteoric \u00e9 o que est\u00e1 formalmente previsto no acordo anunciado pela Lynas. A documenta\u00e7\u00e3o apresentada pela companhia ao mercado australiano informa que a empresa pretende avaliar o potencial para desenvolver atividades de separa\u00e7\u00e3o de terras raras no Brasil. At\u00e9 o momento, por\u00e9m, n\u00e3o foram formalizados pela companhia o valor do investimento, a capacidade de produ\u00e7\u00e3o, a localiza\u00e7\u00e3o definitiva ou o cronograma de uma eventual planta de separa\u00e7\u00e3o em Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1\u00ba de outubro de 2026, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou \u00e0 CNN que o projeto apresentado pela empresa ao governo prev\u00ea uma planta de separa\u00e7\u00e3o de \u00f3xidos de terras raras na regi\u00e3o de Po\u00e7os de Caldas. Segundo o ministro, a unidade poderia se tornar a maior planta industrial do setor fora da China. A declara\u00e7\u00e3o confirma que existe uma proposta em discuss\u00e3o com o governo, mas a implanta\u00e7\u00e3o ainda depende de defini\u00e7\u00f5es empresariais e das etapas necess\u00e1rias para sua execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto Caldeira tem investimento estimado em US$ 498 milh\u00f5es para seu desenvolvimento, conforme o estudo de viabilidade. Esse montante corresponde ao empreendimento mineral e n\u00e3o a uma eventual unidade de separa\u00e7\u00e3o no Brasil. O projeto prev\u00ea uma opera\u00e7\u00e3o estimada em 23 anos e produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual de aproximadamente 12,5 mil toneladas de \u00f3xidos de terras raras.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os elementos identificados est\u00e3o neod\u00edmio, praseod\u00edmio, dispr\u00f3sio e t\u00e9rbio, utilizados na fabrica\u00e7\u00e3o de \u00edm\u00e3s permanentes de alto desempenho e empregados em setores como ve\u00edculos el\u00e9tricos, turbinas e\u00f3licas, equipamentos eletr\u00f4nicos e sistemas de defesa. De acordo com os dados divulgados pelas empresas, o projeto possui aproximadamente 802 mil toneladas de neod\u00edmio e praseod\u00edmio e 41 mil toneladas de dispr\u00f3sio e t\u00e9rbio contidos no recurso mineral.<\/p>\n\n\n\n<p>A opera\u00e7\u00e3o amplia a base de recursos da Lynas, que j\u00e1 atua na minera\u00e7\u00e3o e processamento de terras raras. Segundo informa\u00e7\u00f5es divulgadas pela companhia, a incorpora\u00e7\u00e3o do Projeto Caldeira aumentar\u00e1 em 79% seus recursos minerais e em 26% suas reservas de min\u00e9rio. A empresa considera o projeto estrat\u00e9gico para ampliar sua produ\u00e7\u00e3o e fortalecer sua presen\u00e7a na cadeia global de terras raras.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, s\u00e3o duas etapas diferentes: a compra da Meteoric e do Projeto Caldeira j\u00e1 foi formalizada por meio de acordo vinculante, enquanto a instala\u00e7\u00e3o de uma planta de separa\u00e7\u00e3o em Minas Gerais ainda est\u00e1 em fase de avalia\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o. A eventual constru\u00e7\u00e3o da unidade representaria uma etapa adicional da cadeia de processamento no Brasil, mas detalhes como investimento, capacidade e cronograma ainda n\u00e3o foram definidos oficialmente pela Lynas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A australiana Lynas Rare Earths anunciou, em 30 de setembro de 2026, um acordo para adquirir 100% da tamb\u00e9m australiana Meteoric Resources, respons\u00e1vel pelo Projeto Caldeira, de terras raras, no Sul de Minas Gerais. A opera\u00e7\u00e3o foi avaliada em aproximadamente 968 milh\u00f5es de d\u00f3lares australianos, valor equivalente a cerca de R$ 3,5 bilh\u00f5es. 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