{"id":15273,"date":"2026-09-12T05:22:10","date_gmt":"2026-09-12T09:22:10","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=15273"},"modified":"2026-09-12T05:22:13","modified_gmt":"2026-09-12T09:22:13","slug":"justica-proibe-banco-de-cobrar-juro-abusivo-de-cliente-que-atrasou-emprestimo-em-mt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=15273","title":{"rendered":"Justi\u00e7a pro\u00edbe banco de cobrar juro abusivo de cliente que atrasou empr\u00e9stimo em MT"},"content":{"rendered":"\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/odocumento.com.br\/author\/redacao-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A Primeira C\u00e2mara de Direito Privado do Tribunal de Justi\u00e7a de Mato Grosso (TJMT) decidiu, por unanimidade, manter a taxa de juros de 2,70% ao m\u00eas prevista em um contrato de cr\u00e9dito pessoal firmado por um morador de Cuiab\u00e1. A decis\u00e3o, divulgada em 11 de setembro de 2026, considerou que a taxa contratada era mais vantajosa ao consumidor do que a m\u00e9dia praticada pelo mercado no per\u00edodo da contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve um empr\u00e9stimo contratado pela internet em fevereiro de 2022, por meio da plataforma Sicoobnet Celular. O contrato tinha valor de R$ 12.388,21, dos quais R$ 12 mil foram efetivamente liberados ao cliente, com pagamento previsto em 36 parcelas mensais de R$ 552,67. Depois de quitar parte das presta\u00e7\u00f5es, o consumidor deixou de pagar o financiamento, levando a cooperativa de cr\u00e9dito a recorrer \u00e0 Justi\u00e7a para cobrar a d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira inst\u00e2ncia, os juros haviam sido limitados \u00e0 m\u00e9dia de mercado divulgada pelo Banco Central do Brasil, enquanto a capitaliza\u00e7\u00e3o mensal dos juros foi afastada por falta de comprova\u00e7\u00e3o da pactua\u00e7\u00e3o. A institui\u00e7\u00e3o financeira recorreu ao TJMT e apresentou dados do Banco Central mostrando que, em fevereiro de 2022, a taxa m\u00e9dia para cr\u00e9dito pessoal n\u00e3o consignado era de 5,18% ao m\u00eas. Como a taxa efetivamente contratada era de 2,70%, o relator, desembargador Ricardo Gomes de Almeida, concluiu que substituir a taxa contratual pela m\u00e9dia de mercado aumentaria a d\u00edvida e prejudicaria o consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal tamb\u00e9m reconheceu a validade da capitaliza\u00e7\u00e3o mensal dos juros. O comprovante eletr\u00f4nico da contrata\u00e7\u00e3o registrava Custo Efetivo Total (CET) de 3,07% ao m\u00eas e 44,47% ao ano, informa\u00e7\u00e3o considerada suficiente para demonstrar a pactua\u00e7\u00e3o da capitaliza\u00e7\u00e3o. O ac\u00f3rd\u00e3o tamb\u00e9m aplicou a l\u00f3gica da S\u00famula 530 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, segundo a qual, quando n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel comprovar a taxa contratada, deve ser utilizada a m\u00e9dia de mercado, salvo quando a taxa efetivamente cobrada for mais vantajosa para o devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o julgamento, foram mantidos os juros remunerat\u00f3rios de 2,70% ao m\u00eas e restabelecida a capitaliza\u00e7\u00e3o mensal prevista na contrata\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o tamb\u00e9m determinou que o r\u00e9u arque integralmente com custas e honor\u00e1rios advocat\u00edcios, fixados em 10% sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o, observada a gratuidade da Justi\u00e7a. O julgamento integra a 33\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Ement\u00e1rio Eletr\u00f4nico do TJMT.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Primeira C\u00e2mara de Direito Privado do Tribunal de Justi\u00e7a de Mato Grosso (TJMT) decidiu, por unanimidade, manter a taxa de juros de 2,70% ao m\u00eas prevista em um contrato de cr\u00e9dito pessoal firmado por um morador de Cuiab\u00e1. 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