{"id":15083,"date":"2026-09-08T14:26:00","date_gmt":"2026-09-08T18:26:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=15083"},"modified":"2026-09-08T05:28:16","modified_gmt":"2026-09-08T09:28:16","slug":"mato-grosso-chega-a-34-feminicidios-registrados-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=15083","title":{"rendered":"Mato Grosso chega a 34 feminic\u00eddios registrados em 2026"},"content":{"rendered":"\n<p>Mato Grosso j\u00e1 contabiliza 34 feminic\u00eddios em 2026, segundo dados do Observat\u00f3rio Caliandra, do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de Mato Grosso. O levantamento aponta junho como o m\u00eas mais violento do ano, com sete mulheres assassinadas. Mar\u00e7o e agosto aparecem na sequ\u00eancia, com seis casos cada. Setembro come\u00e7ou com um novo registro, ocorrido no dia 2, em Araguaiana, a 565 quil\u00f4metros de Cuiab\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>A v\u00edtima mais recente contabilizada pelo Observat\u00f3rio \u00e9 Suenilda Vieira, de 37 anos. Ela foi assassinada a tiros pelo marido, F\u00e1bio J\u00fanior Janu\u00e1rio Dias, de 42 anos, em Araguaiana. Conforme as informa\u00e7\u00f5es divulgadas, o homem tamb\u00e9m tentou matar os dois filhos do casal e um deles foi atingido por um disparo na perna. F\u00e1bio j\u00e1 havia sido denunciado por viol\u00eancia dom\u00e9stica contra Suenilda em 2013, mas ela n\u00e3o possu\u00eda medida protetiva. O suspeito morreu em confronto com policiais militares da For\u00e7a T\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Cuiab\u00e1 concentra o maior n\u00famero de registros entre os munic\u00edpios mato-grossenses, com cinco v\u00edtimas em 2026. V\u00e1rzea Grande e Vila Bela da Sant\u00edssima Trindade aparecem em seguida, com tr\u00eas casos cada. Tangar\u00e1 da Serra, Pocon\u00e9 e Nova Bandeirantes registraram dois feminic\u00eddios. Outros 17 munic\u00edpios contabilizaram uma v\u00edtima cada, entre eles Sinop, Rondon\u00f3polis, Poxor\u00e9u, Lucas do Rio Verde, Confresa, Chapada dos Guimar\u00e3es, Brasnorte, Aripuan\u00e3 e Araguaiana.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os meios utilizados nos crimes, as armas cortantes ou perfurantes aparecem em primeiro lugar, respons\u00e1veis por 15 mortes. Asfixia ou estrangulamento foram registrados em sete casos, enquanto outras sete mulheres foram assassinadas com armas de fogo. O levantamento tamb\u00e9m aponta dois casos provocados por instrumento contundente, dois por atropelamento e um por espancamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados do Observat\u00f3rio mostram ainda que, entre os 34 feminic\u00eddios contabilizados, apenas nove v\u00edtimas tinham registro anterior de boletim de ocorr\u00eancia contra o autor. Em 25 casos n\u00e3o havia den\u00fancia anterior. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s medidas protetivas: somente duas v\u00edtimas possu\u00edam esse tipo de prote\u00e7\u00e3o quando foram assassinadas, enquanto 32 n\u00e3o tinham medida protetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Os 34 feminic\u00eddios registrados em 2026 deixaram 47 \u00f3rf\u00e3os em Mato Grosso. Entre os dias da semana, os domingos concentram o maior n\u00famero de ocorr\u00eancias, com nove casos, seguidos pelas segundas-feiras, com seis, e pelos s\u00e1bados, com cinco. Quanto ao per\u00edodo do dia, 13 crimes ocorreram durante a noite, 12 \u00e0 tarde e nove pela manh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio de 2026 ocorre ap\u00f3s um ano de n\u00fameros elevados. Em 2025, Mato Grosso registrou 54 feminic\u00eddios, segundo o Observat\u00f3rio Caliandra, o segundo maior n\u00famero dos \u00faltimos sete anos. O recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica ocorreu em 2020, quando 62 mulheres foram assassinadas no Estado. At\u00e9 a atualiza\u00e7\u00e3o mais recente dispon\u00edvel, um caso suspeito de feminic\u00eddio registrado em 6 de setembro ainda n\u00e3o havia sido inclu\u00eddo na contagem oficial de 34 v\u00edtimas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mato Grosso j\u00e1 contabiliza 34 feminic\u00eddios em 2026, segundo dados do Observat\u00f3rio Caliandra, do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de Mato Grosso. O levantamento aponta junho como o m\u00eas mais violento do ano, com sete mulheres assassinadas. Mar\u00e7o e agosto aparecem na sequ\u00eancia, com seis casos cada. 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