{"id":14763,"date":"2026-09-04T16:25:00","date_gmt":"2026-09-04T20:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=14763"},"modified":"2026-09-05T21:33:50","modified_gmt":"2026-09-06T01:33:50","slug":"taques-e-medeiros-trocam-acusacoes-sobre-ata-que-marcou-eleicao-de-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=14763","title":{"rendered":"Taques e Medeiros trocam acusa\u00e7\u00f5es sobre ata que marcou elei\u00e7\u00e3o de 2010"},"content":{"rendered":"\n<p>Os candidatos ao Senado por Mato Grosso Pedro Taques (PSB) e Jos\u00e9 Medeiros (PL) protagonizaram um dos momentos mais tensos do debate promovido pelo g1 Mato Grosso, na tarde desta quinta-feira (3). O confronto trouxe de volta uma disputa judicial iniciada nas elei\u00e7\u00f5es de 2010, envolvendo a ata da conven\u00e7\u00e3o que definiu a composi\u00e7\u00e3o da chapa de Taques ao Senado e a ordem dos suplentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o debate, Taques acusou Medeiros de ter sido beneficiado por uma altera\u00e7\u00e3o no documento que registrava os suplentes da chapa. Segundo o ex-governador, Paulo Fi\u00faza era originalmente o primeiro suplente e Medeiros ocupava a segunda supl\u00eancia. Taques afirmou que uma ata posteriormente apresentada \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral inverteu as posi\u00e7\u00f5es e permitiu que Medeiros assumisse a cadeira no Senado quando ele deixou o cargo para disputar o Governo de Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVoc\u00ea s\u00f3 virou senador porque falsificou ata. Eu fui testemunha contra voc\u00ea em rela\u00e7\u00e3o a isso. Voc\u00ea foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral\u201d, afirmou Taques durante o confronto. Na sequ\u00eancia, o candidato voltou a citar o processo e disse que os materiais de campanha de 2010 apresentavam Fi\u00faza como primeiro suplente e Medeiros como segundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Medeiros negou ter participado de qualquer falsifica\u00e7\u00e3o. O deputado afirmou que j\u00e1 havia sido escolhido como primeiro suplente e atribuiu a diverg\u00eancia a um problema relacionado \u00e0 assinatura do documento. \u201cSe algu\u00e9m falsificou deliberadamente aquilo l\u00e1, n\u00e3o fui eu\u201d, respondeu. Medeiros tamb\u00e9m acusou Taques de cal\u00fania e afirmou que, durante a campanha de 2010, o pr\u00f3prio candidato o apresentava como seu primeiro suplente em determinadas regi\u00f5es do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia tem origem nas elei\u00e7\u00f5es de 2010. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), a documenta\u00e7\u00e3o inicialmente apresentada indicava outra composi\u00e7\u00e3o para a supl\u00eancia. Posteriormente, uma nova ata, datada de 1\u00ba de agosto de 2010 e apresentada \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral, colocou Jos\u00e9 Medeiros na primeira supl\u00eancia. Em decis\u00e3o publicada em 2018, o TRE-MT concluiu que houve falsifica\u00e7\u00e3o no documento e que a altera\u00e7\u00e3o favoreceu Medeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>O epis\u00f3dio ganhou import\u00e2ncia pol\u00edtica quatro anos depois. Pedro Taques deixou o Senado para assumir o Governo de Mato Grosso ap\u00f3s vencer a elei\u00e7\u00e3o de 2014, e Jos\u00e9 Medeiros ocupou a cadeira por estar registrado como primeiro suplente. Paulo Fi\u00faza, que segundo o entendimento do TRE-MT deveria ocupar a primeira supl\u00eancia na composi\u00e7\u00e3o original, questionou judicialmente a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 31 de julho de 2018, o TRE-MT decidiu pela cassa\u00e7\u00e3o do mandato de Medeiros e determinou a diploma\u00e7\u00e3o de Paulo Fi\u00faza. O tribunal afirmou oficialmente que a fraude na ata havia beneficiado Medeiros. Posteriormente, por\u00e9m, a cassa\u00e7\u00e3o foi suspensa e o Tribunal Superior Eleitoral manteve Medeiros no cargo ao rejeitar, em setembro de 2018, recurso apresentado por Fi\u00faza.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi esse hist\u00f3rico que voltou ao centro do debate eleitoral nesta quinta-feira. Taques utilizou a decis\u00e3o do TRE-MT para sustentar sua acusa\u00e7\u00e3o contra o advers\u00e1rio, enquanto Medeiros insistiu que n\u00e3o falsificou o documento e questionou a responsabilidade da pr\u00f3pria coliga\u00e7\u00e3o que apoiava Taques na elabora\u00e7\u00e3o da ata.<\/p>\n\n\n\n<p>O embate terminou com novas acusa\u00e7\u00f5es entre os dois candidatos. Medeiros chamou Taques de \u201ccaluniador\u201d e \u201cestelionat\u00e1rio\u201d e tamb\u00e9m fez refer\u00eancia a acusa\u00e7\u00f5es envolvendo a trajet\u00f3ria pol\u00edtica do ex-governador. Taques, por sua vez, afirmou que pretende chegar ao Senado sem ficar subordinado a uma lideran\u00e7a pol\u00edtica nacional e disse que quer representar diretamente os interesses de Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<p>A retomada da disputa sobre a ata de 2010 ocorre durante a campanha eleitoral de 2026, em um momento em que Taques e Medeiros disputam uma das vagas de Mato Grosso ao Senado. Embora o epis\u00f3dio judicial continue sendo utilizado politicamente pelos candidatos, o hist\u00f3rico completo mostra que houve reconhecimento de fraude pelo TRE-MT, cassa\u00e7\u00e3o em 2018 e posterior revers\u00e3o da medida no Tribunal Superior Eleitoral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os candidatos ao Senado por Mato Grosso Pedro Taques (PSB) e Jos\u00e9 Medeiros (PL) protagonizaram um dos momentos mais tensos do debate promovido pelo g1 Mato Grosso, na tarde desta quinta-feira (3). 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