{"id":14564,"date":"2026-09-02T05:48:31","date_gmt":"2026-09-02T09:48:31","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=14564"},"modified":"2026-09-02T05:48:34","modified_gmt":"2026-09-02T09:48:34","slug":"fim-do-vazio-sanitario-em-mt-el-nino-aumenta-atencao-para-inicio-do-plantio-de-soja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=14564","title":{"rendered":"Fim do vazio sanit\u00e1rio em MT: El Ni\u00f1o aumenta aten\u00e7\u00e3o para in\u00edcio do plantio de soja"},"content":{"rendered":"\n<p>Com o fim do vazio sanit\u00e1rio da soja, marcado para 6 de setembro em Mato Grosso, os produtores entram na reta final de prepara\u00e7\u00e3o para a safra 2026\/27. Apesar da libera\u00e7\u00e3o para o plantio, as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas devem ser determinantes para o avan\u00e7o da semeadura. A expectativa \u00e9 de que os produtores mantenham cautela e aguardem a regulariza\u00e7\u00e3o das chuvas antes de intensificar os trabalhos no campo, especialmente diante da influ\u00eancia do El Ni\u00f1o.<\/p>\n\n\n\n<p>O superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecu\u00e1ria (Imea), Cleiton Gauer, refor\u00e7a que o produtor precisa avaliar as condi\u00e7\u00f5es da propriedade antes de definir o momento de iniciar o plantio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cO produtor precisa tomar cuidado e observar as condi\u00e7\u00f5es de umidade e de chuva antes de colocar a semente no solo. O fim do vazio sanit\u00e1rio permite o plantio, mas isso n\u00e3o significa que seja o momento ideal para semear. \u00c9 importante avaliar as condi\u00e7\u00f5es para garantir um bom estabelecimento da lavoura e evitar custos com poss\u00edveis replantios\u201d, alerta Cleiton.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a safra 2026\/27, o Imea projeta uma produ\u00e7\u00e3o de 48.882.049 toneladas de soja em Mato Grosso. A estimativa considera diferentes vari\u00e1veis, entre elas as perspectivas clim\u00e1ticas, o hist\u00f3rico de produtividade, as pr\u00e1ticas de manejo e o n\u00edvel tecnol\u00f3gico adotado pelos produtores.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o analista de intelig\u00eancia de mercado do Imea, Henrique Eggers, a an\u00e1lise conjunta desses fatores permite estimar o desempenho da cultura nas diferentes regi\u00f5es do Estado. Apesar da libera\u00e7\u00e3o do plantio em setembro, a tend\u00eancia \u00e9 de que o produtor mantenha o comportamento observado em outros anos e aguarde a regulariza\u00e7\u00e3o das chuvas, principalmente na segunda quinzena do m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMais importante que a ocorr\u00eancia das primeiras precipita\u00e7\u00f5es \u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o de volumes suficientes e regulares para garantir o estabelecimento adequado das lavouras\u201d, explica Henrique.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior instabilidade clim\u00e1tica prevista para o in\u00edcio da pr\u00f3xima safra pode postergar o avan\u00e7o mais expressivo da semeadura. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 refor\u00e7ada pela experi\u00eancia da safra 2023\/24, tamb\u00e9m marcada pela influ\u00eancia do El Ni\u00f1o. Naquele ciclo, a irregularidade das chuvas comprometeu o estabelecimento das lavouras e contribuiu para que a soja registrasse a menor produtividade m\u00e9dia dos \u00faltimos dez anos em Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os principais desafios enfrentados pelos produtores nos \u00faltimos anos est\u00e3o os veranicos durante fases cr\u00edticas da cultura, como flora\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o das vagens e enchimento dos gr\u00e3os. Chuvas isoladas seguidas por per\u00edodos secos tamb\u00e9m podem prejudicar a germina\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento inicial das plantas, aumentando a necessidade de replantio.<\/p>\n\n\n\n<p>As temperaturas elevadas podem intensificar a perda de \u00e1gua do solo e provocar estresse t\u00e9rmico, enquanto o excesso de chuva pode causar encharcamento, eros\u00e3o e perdas de solo e nutrientes. Na colheita, volumes elevados de precipita\u00e7\u00e3o aumentam o risco de perdas e de redu\u00e7\u00e3o da qualidade dos gr\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>As condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas tamb\u00e9m podem afetar o calend\u00e1rio das culturas de segunda safra. Eventuais atrasos na semeadura ou na colheita da soja reduzem a janela dispon\u00edvel para implanta\u00e7\u00e3o do milho, algod\u00e3o e outras culturas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda \u00e9 cedo para determinar o ritmo da semeadura em cada regi\u00e3o de Mato Grosso. O Imea deve acompanhar semanalmente a evolu\u00e7\u00e3o dos trabalhos, as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e a situa\u00e7\u00e3o das diferentes regi\u00f5es do Estado\u201d, ressalta Henrique.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>Monitoramento \u00e9 essencial para controle da ferrugem asi\u00e1tica<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Mesmo com o fim do vazio sanit\u00e1rio, o monitoramento das lavouras continua sendo fundamental para o controle de doen\u00e7as. A ferrugem-asi\u00e1tica da soja, causada pelo fungo&nbsp;<em>Phakopsora pachyrhizi<\/em>, permanece como uma das principais amea\u00e7as \u00e0 cultura e exige acompanhamento constante.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Eggers, o manejo fitossanit\u00e1rio deve ser ajustado \u00e0 realidade de cada propriedade, considerando o potencial produtivo das \u00e1reas, as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas locais e o n\u00edvel de infesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O monitoramento permite identificar problemas antecipadamente e escolher medidas de controle mais eficientes. A estrat\u00e9gia ganha ainda mais import\u00e2ncia em um cen\u00e1rio de custos elevados, j\u00e1 que as decis\u00f5es de manejo t\u00eam impacto direto sobre a produtividade, os gastos com insumos e a rentabilidade da atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Famato<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o fim do vazio sanit\u00e1rio da soja, marcado para 6 de setembro em Mato Grosso, os produtores entram na reta final de prepara\u00e7\u00e3o para a safra 2026\/27. Apesar da libera\u00e7\u00e3o para o plantio, as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas devem ser determinantes para o avan\u00e7o da semeadura. 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