{"id":13336,"date":"2026-08-16T16:06:00","date_gmt":"2026-08-16T20:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=13336"},"modified":"2026-08-16T09:08:34","modified_gmt":"2026-08-16T13:08:34","slug":"trf1-mantem-atuacao-da-funai-em-demarcacao-de-terra-indigena-em-mt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=13336","title":{"rendered":"TRF1 mant\u00e9m atua\u00e7\u00e3o da Funai em demarca\u00e7\u00e3o de terra ind\u00edgena em MT"},"content":{"rendered":"\n<p>A Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) manteve, por unanimidade, a atua\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas (Funai) no processo administrativo de demarca\u00e7\u00e3o da Terra Ind\u00edgena Roro-Walu\/Ikpeng, em Mato Grosso. A decis\u00e3o foi tomada em recurso apresentado pelo Sindicato Rural de Paranatinga, que questionava a condu\u00e7\u00e3o do procedimento pela autarquia federal. O julgamento acompanhou o entendimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), que defendeu a manuten\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a de primeira inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>O sindicato alegava que a Funai n\u00e3o teria fornecido integralmente informa\u00e7\u00f5es e documentos relacionados ao processo demarcat\u00f3rio. A entidade tamb\u00e9m defendia que testemunhas indicadas por produtores rurais deveriam ser ouvidas oralmente pela autarquia, em vez de apresentarem apenas declara\u00e7\u00f5es por escrito. Para o MPF, por\u00e9m, os documentos do processo demonstravam que a Funai vinha atendendo \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es de informa\u00e7\u00f5es antes mesmo do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o MPF, em janeiro de 2015 a Funai havia fornecido informa\u00e7\u00f5es sobre os profissionais e antrop\u00f3logos que integravam o grupo t\u00e9cnico respons\u00e1vel pelos estudos. Posteriormente, a autarquia tamb\u00e9m encaminhou c\u00f3pia do processo administrativo e matr\u00edculas imobili\u00e1rias relacionadas ao Parque Nacional do Xingu. O TRF1 considerou que o conjunto documental comprovava a disponibiliza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es cab\u00edveis durante o procedimento e o cumprimento das regras previstas para a demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto analisado foi o acesso ao Relat\u00f3rio Circunstanciado de Identifica\u00e7\u00e3o e Delimita\u00e7\u00e3o (RCID). Quando o sindicato solicitou o documento, o estudo t\u00e9cnico ainda estava em elabora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o havia sido aprovado pela Presid\u00eancia da Funai. O MPF sustentou que, nessa etapa, o relat\u00f3rio tinha natureza de documento preparat\u00f3rio e que seu acesso poderia ser temporariamente restringido, conforme as regras da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o. O TRF1 concordou com esse entendimento e ressaltou que o princ\u00edpio da publicidade n\u00e3o exige a divulga\u00e7\u00e3o imediata de estudos t\u00e9cnicos ainda inconclusos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Turma tamb\u00e9m rejeitou o pedido para obrigar a Funai a realizar a oitiva oral das testemunhas indicadas pelos produtores rurais. Conforme o Decreto n\u00ba 1.775\/1996, que disciplina o procedimento administrativo de demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas, os interessados podem apresentar raz\u00f5es e provas, inclusive declara\u00e7\u00f5es escritas de testemunhas. O tribunal entendeu, contudo, que a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o determina a realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias ou depoimentos orais pela Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o julgamento, foi mantida integralmente a senten\u00e7a que havia considerado improcedentes os pedidos do Sindicato Rural de Paranatinga. O TRF1 ainda elevou os honor\u00e1rios advocat\u00edcios de sucumb\u00eancia de 10% para 12% sobre o valor da causa. O processo tramita sob o n\u00famero 0007117-37.2015.4.01.3400.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o, portanto, reconhece a regularidade da condu\u00e7\u00e3o administrativa questionada no processo judicial, mas n\u00e3o significa, por si s\u00f3, que o TRF1 tenha conclu\u00eddo ou homologado a demarca\u00e7\u00e3o da Terra Ind\u00edgena Roro-Walu\/Ikpeng. O julgamento tratou especificamente das alega\u00e7\u00f5es do Sindicato Rural de Paranatinga sobre acesso a informa\u00e7\u00f5es, produ\u00e7\u00e3o de provas e condu\u00e7\u00e3o do procedimento pela Funai.<a href=\"https:\/\/www.issoenoticia.com.br\/cotidiano\/trf1-acompanha-mpf-e-considera-regular-atuacao-da-funai-na-demarcacao-de-terra-indigena-em-mt\/928431?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Not\u00edcia<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) manteve, por unanimidade, a atua\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas (Funai) no processo administrativo de demarca\u00e7\u00e3o da Terra Ind\u00edgena Roro-Walu\/Ikpeng, em Mato Grosso. 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