{"id":11105,"date":"2026-07-03T05:12:14","date_gmt":"2026-07-03T09:12:14","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=11105"},"modified":"2026-07-03T05:12:16","modified_gmt":"2026-07-03T09:12:16","slug":"voo-com-deportados-dos-eua-vira-tragedia-apos-terremotos-na-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=11105","title":{"rendered":"Voo com deportados dos EUA vira trag\u00e9dia ap\u00f3s terremotos na Venezuela"},"content":{"rendered":"\n<p>O voo 164, que transportava 146 venezuelanos deportados dos Estados Unidos, chegou \u00e0 Venezuela no dia 24 de junho, poucas horas antes do duplo terremoto que devastou o pa\u00eds. Os passageiros desembarcaram no Aeroporto Internacional de Maiquet\u00eda e foram encaminhados ao Hotel Santu\u00e1rio La Llanada, em La Guaira, onde passariam por procedimentos administrativos, sanit\u00e1rios e de seguran\u00e7a dentro do programa governamental Miss\u00e3o Volta \u00e0 P\u00e1tria. O pr\u00e9dio principal onde estavam hospedados desabou durante os tremores, em uma trag\u00e9dia que ocorreu no estado de Vargas, o mais afetado pelos terremotos, que deixaram pelo menos 2 mil mortos e dezenas de milhares de feridos e desaparecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos sobreviventes foi Orlando Torres, que escapou da morte por causa de um atraso de poucos minutos. Ele permaneceu em um pr\u00e9dio anexo enquanto tentava concluir um \u00faltimo procedimento exigido pelas autoridades venezuelanas: uma liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica para o irm\u00e3o, respons\u00e1vel por receb\u00ea-lo ap\u00f3s a deporta\u00e7\u00e3o. Como a liga\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi atendida, Torres permaneceu no local quando o edif\u00edcio principal veio abaixo. Segundo familiares, ele conseguiu escapar praticamente ileso e relatou que viu o hotel onde estavam seus companheiros reduzido a escombros logo ap\u00f3s o terremoto.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"449\" src=\"https:\/\/diarionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/vENEZUELA.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-11106\" style=\"width:664px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/diarionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/vENEZUELA.webp 800w, https:\/\/diarionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/vENEZUELA-300x168.webp 300w, https:\/\/diarionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/vENEZUELA-768x431.webp 768w, https:\/\/diarionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/vENEZUELA-18x10.webp 18w, https:\/\/diarionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/vENEZUELA-748x420.webp 748w, https:\/\/diarionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/vENEZUELA-150x84.webp 150w, https:\/\/diarionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/vENEZUELA-696x391.webp 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jos\u00e9 Rinc\u00f3n mostra na tela do celular a foto do seu neto Abelardo Rinc\u00f3n, que voltava dos Estados Unidos, deportado no voo 164<br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Diversos sobreviventes afirmaram \u00e0 &#8220;BBC News Mundo&#8221; que o resgate inicial foi feito pelos pr\u00f3prios deportados. Pedro, nome fict\u00edcio utilizado pela reportagem, contou que ficou preso sob os destro\u00e7os, cercado por outros sobreviventes, at\u00e9 que colegas conseguiram retirar parte dos escombros, permitindo sua fuga. Ninoska Guti\u00e9rrez relatou que permaneceu com as pernas presas ap\u00f3s o desabamento e s\u00f3 conseguiu sair gra\u00e7as \u00e0 ajuda de outros deportados. Jos\u00e9 Navas tamb\u00e9m afirmou que os pr\u00f3prios sobreviventes abriram passagem entre os escombros para resgatar quem ainda estava vivo. Segundo esses relatos, os primeiros bombeiros s\u00f3 chegaram cerca de cinco horas ap\u00f3s o terremoto, enquanto familiares e sobreviventes criticam a suposta demora na resposta das autoridades. A BBC informa que n\u00e3o conseguiu confirmar todas essas acusa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A trag\u00e9dia tamb\u00e9m mergulhou dezenas de fam\u00edlias em uma busca desesperada por informa\u00e7\u00f5es. Jos\u00e9 Rinc\u00f3n percorreu hospitais e necrot\u00e9rios \u00e0 procura do neto Abelardo Rinc\u00f3n, de 23 anos, que vivia havia seis anos em Atlanta, nos Estados Unidos, e retornava deportado no voo 164. Sem conseguir acesso ao hotel, ele afirmou ter examinado mais de 200 corpos sem localizar o jovem. J\u00e1 Paola Chac\u00f3n procurava pelo primo Darwin Eli\u00e9cer Serrano L\u00f3pez, de 35 anos, e dizia esperar apenas pela libera\u00e7\u00e3o do corpo para realizar o sepultamento. Familiares denunciam dificuldades para obter informa\u00e7\u00f5es oficiais e cobram justi\u00e7a, argumentando que, se os deportados tivessem sido liberados para reencontrar suas fam\u00edlias logo ap\u00f3s o desembarque, muitos poderiam ter escapado da trag\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Com informa\u00e7\u00f5es da BBC News Mundo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O voo 164, que transportava 146 venezuelanos deportados dos Estados Unidos, chegou \u00e0 Venezuela no dia 24 de junho, poucas horas antes do duplo terremoto que devastou o pa\u00eds. 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