{"id":10715,"date":"2026-06-22T06:19:40","date_gmt":"2026-06-22T10:19:40","guid":{"rendered":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=10715"},"modified":"2026-06-22T06:19:43","modified_gmt":"2026-06-22T10:19:43","slug":"jovens-e-mulheres-lideram-entre-os-criadores-de-conteudo-em-mato-grosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarionews.com.br\/?p=10715","title":{"rendered":"Jovens e mulheres lideram entre os criadores de conte\u00fado em Mato Grosso"},"content":{"rendered":"\n<p>Em Mato Grosso, quase 71% dos criadores de conte\u00fado s\u00e3o jovens, entre 25 e 34 anos, e o p\u00fablico feminino representa a maior fatia destes profissionais, com 55,4%. Entre os entrevistados, 51,9% declararam que s\u00e3o formalizados, e a plataforma preferida dos creators \u00e9 o Instagram, com 91,6%. Os dados s\u00e3o do Servi\u00e7o de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae\/MT), que realizou o levantamento para tra\u00e7ar o perfil desse empreendedor, seus anseios e os desafios da profiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa ouviu 214 criadores de conte\u00fado com mais de 18 anos e ativos nas redes sociais. As entrevistas presenciais ocorreram durante o Sebrae Hacking, maior evento de inova\u00e7\u00e3o do Estado, realizado nos dias 22 e 23 de maio deste ano, com a participa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias personalidades atuantes no universo digital, entre elas Toguro, Erick Shibata e Juliette.<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de conte\u00fado em Mato Grosso est\u00e1 fortemente concentrada em Cuiab\u00e1, com 62,1% dos entrevistados. Ao considerar a capital e a regi\u00e3o metropolitana, mais de 71% dos creators atuam na Grande Cuiab\u00e1. O interior representa 19,2%, percentual relevante que indica expans\u00e3o do ecossistema para al\u00e9m da capital. Quanto \u00e0 abrang\u00eancia territorial, apenas 7,9% atuam em \u00e2mbito nacional, sinalizando que a maioria mant\u00e9m atua\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maturidade do ecossistema, que contempla o tempo de atua\u00e7\u00e3o e audi\u00eancia, o setor em Mato Grosso ainda \u00e9 jovem. H\u00e1 predomin\u00e2ncia de profissionais com menos de tr\u00eas anos de experi\u00eancia (43,6%), enquanto apenas 7% atuam h\u00e1 ais de dez anos. No porte de audi\u00eancia, h\u00e1 dom\u00ednio absoluto dos nano creators (69,6%), com at\u00e9 10 mil seguidores. Apenas 4,7% atingem audi\u00eancias superiores a 500 mil seguidores, representando o segmento mais consolidado do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>No quesito formaliza\u00e7\u00e3o, embora 51,9% dos creators possuam algum tipo de CNPJ, apenas 16,8% atingem n\u00edveis mais avan\u00e7ados de profissionaliza\u00e7\u00e3o, combinando estrutura empresarial e emiss\u00e3o regular de nota fiscal. Por outro lado, 44,9% permanecem na informalidade, sem pr\u00e1ticas empresariais e fiscais estruturadas. Os dados indicam que o principal desafio do ecossistema n\u00e3o est\u00e1 apenas na abertura de empresas, mas na consolida\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas legais vigentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Sebrae\/MT atua fortemente no ecosssitema de inova\u00e7\u00e3o e a realiza\u00e7\u00e3o desta pesquisa faz parte da estrat\u00e9gia da institui\u00e7\u00e3o em conhecer este p\u00fablico, entender os desafios e os gargalos, com o objetivo de tra\u00e7ar a\u00e7\u00f5es que contribuam para o segmento. Uma das a\u00e7\u00f5es voltadas para estes empreendedores \u00e9 a Jornada de Marketing, que ser\u00e1 realizada em agosto em Cuiab\u00e1 e vai tratar da tem\u00e1tica dos produtores de conte\u00fado. O Sebrae\/MT atua tamb\u00e9m no posicionamento desses empreendedores porque entendemos que eles s\u00e3o muito importantes para os pequenos neg\u00f3cios, seja para divulgar, e quanto eles s\u00e3o importantes como neg\u00f3cios\u201d, destacou o gerente da Regional Metropolitana, J\u00falio Prior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Plataformas e principais nichos<\/strong><br>O Instagram domina o ecossistema, sendo utilizado por 91,6% dos creators, seguido por TikTok (52%), Facebook (22%), LinkedIn (5%), outros (5%) e Kwai (3%). Em rela\u00e7\u00e3o as plataformas para monetiza\u00e7\u00e3o, o Instagram tamb\u00e9m ocupa o topo, sendo fonte de receita para 62,4% dos entrevistados. J\u00e1 o Tik Tok e outras plataformas somam 16,4 cada, enquanto o YouTube alcan\u00e7ou 4,8%.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda em rela\u00e7\u00e3o ao Instagram, o aplicativo lidera a monetiza\u00e7\u00e3o em todos as faixas de audi\u00eancia: nano (at\u00e9 10 k), micro (10 a 50 k), m\u00e9dio (50 a 500 k), macro (500 a 1m) e mega (+ de 1m) e amplia sua participa\u00e7\u00e3o entre os creators mais consolidados, atingindo 86% entre os macros creators.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os nichos preferidos pelos influenciadores, o lifestyle, que aborda o estilo de vida de cada profissional, lidera com 15%. J\u00e1 o tema Agro aparece com o segmento menos explorado, com apenas 3%. Os demais assuntos mais abordados s\u00e3o neg\u00f3cios e empreendimentos (14%), outros assuntos (14%), entretenimento (10%), educa\u00e7\u00e3o (8%), moda (7%), gastronomia (7%), turismo (6%), fitness e sa\u00fade (6%), beleza (6%) e humor (5%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte de renda e desafios<\/strong><br>Em termos de renda, 55% dos creators monetizados recebem at\u00e9 R$ 5 mil mensais, e apenas 21% superam R$ 10 mil por m\u00eas. O ecossistema demonstra capacidade de gerar receita por meio de publicidade e parcerias comerciais, mas ainda apresenta baixa diversifica\u00e7\u00e3o das fontes de renda. O fortalecimento de produtos digitais, mentorias, cursos e outras receitas recorrentes representa uma oportunidade para aumentar a sustentabilidade econ\u00f4mica desses profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a analista T\u00e9cnica do Sebrae\/MT e respons\u00e1vel pela pesquisa, Jaqueline Trentino, o mercado de creators tem espa\u00e7o para expans\u00e3o e aprimoramento. \u201cO interior representa uma janela de expans\u00e3o estrat\u00e9gica, com menos concorr\u00eancia. Em rela\u00e7\u00e3o aos dados do tempo de atua\u00e7\u00e3o e a audi\u00eancia, o mercado revela que a maioria dos profissionais ainda est\u00e1 em fase de crescimento e aprendizado, e n\u00e3o de consolida\u00e7\u00e3o\u201d, enfatiza.<br>A monetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 impulsionada principalmente por meio de parcerias com marcas (51%) e publiposts (36%). J\u00e1 as receitas provenientes diretamente das plataformas possuem participa\u00e7\u00e3o reduzida (11%).<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados indicam que os principais desafios enfrentados pelos creators est\u00e3o relacionados \u00e0 inser\u00e7\u00e3o no mercado e \u00e0 expans\u00e3o das oportunidades de neg\u00f3cio. A falta de oportunidades locais (39%) e o baixo engajamento das audi\u00eancias (37%) aparecem como os principais obst\u00e1culos, evidenciando dificuldades tanto na gera\u00e7\u00e3o de demanda comercial quanto no crescimento org\u00e2nico dos perfis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Mato Grosso, quase 71% dos criadores de conte\u00fado s\u00e3o jovens, entre 25 e 34 anos, e o p\u00fablico feminino representa a maior fatia destes profissionais, com 55,4%. Entre os entrevistados, 51,9% declararam que s\u00e3o formalizados, e a plataforma preferida dos creators \u00e9 o Instagram, com 91,6%. 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