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Alta Floresta registrou 04 ocorrências de injúria contra pessoas negras em 2017

Bruno Felipe / Da Reportagem

Em pleno século XXI, casos de Racismo e Injuria Racial no Brasil se tornam cada dia mais evidentes. O tema ainda é complicado para muitas pessoas, principalmente quando se trata da lei. Mesmo com implantação de legislação contra o racismo, existem aqueles que não sabem diferenciar determinadas atitudes como prática de crime de racismo ou não; uma das maiores confusões cometidas é confundir racismo e injúria racial.

A Injúria racial ocorre quando são ditas ou expressadas ofensas a determinados tipos de pessoas, tendo como exemplo chamar um negro de “macaco”. Nesses casos, os acusados seriam julgados por causa da injúria já que houve a lesão da honra subjetiva da vítima. A acusação de injúria racial permite fiança e tem pena de no máximo oito anos, embora geralmente não passe dos três anos. Já o crime de racismo, previsto na Lei 7.716 de 1989, implica conduta discriminatória dirigida a determinado grupo ou coletividade. É considerado racismo se houver impedimento de acesso a determinado local e/ou negação de emprego baseado na raça da pessoa; o crime é inafiançável e imprescritível.

Em Alta Floresta o número de ocorrências de natureza de Injúria mediante preconceito chegou a 04 registros somente em 2017, sendo que não houveram casos de racismo registrados. Já em 2018 não existe, até o presente momento, nenhum registro com os crimes em questão. Para a reportagem do Jornal O Diário, um jovem de 19 anos, negro, atendente de uma das maiores Agências Bancarias de Alta Floresta disse em entrevista que já sentiu na pele a dor da discriminação na época da escola.

Segundo ele, os colegas de classe não queriam montar grupo de estudos com ele apenas por causa da sua cor. Já no âmbito do seu trabalho, o jovem disse que já sofreu indiretamente algumas discriminações. Conforme explicou para a reportagem, ele já percebeu algumas ações e atitudes das pessoas que estava atendendo, como desfazer das informações que ele passava e até chegar a procurar uma outra pessoa, sem ser negra para lhe fazer a mesma pergunta. “As pessoas têm acesso às informações, mas continuam se julgando superior em decorrência de raça, é gritante, é como se a pessoa fosse leiga, ela tem a informação, mas ignora”, disse ele em entrevista ao Jornal O Diário.

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