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UHE SÃO MANOEL COMEÇA A OPERAR COM CAPACIDADE PARA ATENDER UMA CIDADE 4 VEZES MAIOR QUE CUIABÁ

A Usina Hidrelétrica São Manoel, construída na divisa do Mato Grosso com o Pará pela parceria entre CTG Brasil, EDP e FURNAS, recebeu autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para dar início à operação comercial da quarta e última unidade geradora, com 175 megawatts (MW) de capacidade instalada.

SAO MANOEL

Após a obtenção da licença, a UHE São Manoel passa a funcionar com toda a sua capacidade instalada, de 700 megawatts (MW), capaz de atender uma cidade quatro vezes maior que Cuiabá. O empreendimento, no qual foram investidos R$ 4,1 bilhões, gera um volume de energia equivalente ao consumo de aproximadamente 2,5 milhões de consumidores, com a formação de um reservatório relativamente pequeno (65 km2). A usina opera a fio d’água, configuração na qual não é necessário um grande acúmulo de água para a geração.

No Ceará, a EDP Brasil administra a UTE Pecém I. Em operação desde 2012, a usina gera 370 empregos diretos e 1.053 empregos indiretos. A atividade da usina é responsável pela transformação do Ceará de estado importador para estado exportador da energia elétrica.

“Pela terceira vez consecutiva, a EDP e os seus parceiros conseguiram entregar uma usina hidrelétrica antes do prazo regulatório. Este resultado é o sinal claro do nosso compromisso com o desenvolvimento do setor elétrico brasileiro. Agora vamos aplicar a nossa larga experiência construtiva na implantação das cinco linhas de transmissão que a EDP contratou nos últimos leilões, continuando a contribuir para o fortalecimento do sistema elétrico nacional”, afirma o presidente da EDP, Miguel Setas.

“O compromisso com o desenvolvimento do setor energético está na essência das parcerias das quais participamos. Estamos sempre olhando o mercado e analisando novos investimentos para o crescimento de novas fontes limpas de energia no Brasil”, afirma Evandro Vasconcelos, vice-presidente de geração da CTG Brasil.

“Desde o início, a construção desta usina foi um grande desafio, mas conseguimos superá-lo e estamos muito satisfeitos com mais essa conquista. A antecipação do início da operação reforça o comprometimento de FURNAS para aumentar a confiabilidade e garantir a excelência operacional”, explica Ricardo Medeiros, presidente de FURNAS. Nesse sentido, nos últimos 12 meses foram incorporados ao Sistema Elétrico Brasileiro cerca de 400 MW além de cerca de 3.300 Km de linhas de transmissão, por meio de parcerias constituídas por Furnas.

 

Modelo de gestão

Com uma metodologia própria para o gerenciamento e fiscalização do projeto, a primeira turbina iniciou a operação em dezembro, adiantando-se em quatro meses em relação ao cronograma previsto. A quarta, e última, foi entregue dentro do prazo estabelecido nos contratos de comercialização de energia elétrica no ambiente regulado (CCEAR).

Esta é a terceira obra da EDP entregue com antecipação, após Cachoeira Caldeirão, em 2016, e Santo Antônio do Jari, em 2014. Ao todo, foram mais de R$ 6 bilhões investidos nos três projetos desde 2011, ampliando o abastecimento de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN) em cerca de 1.300 megawatts (MW), o suficiente para abastecer um município de 4,6 milhões de habitantes. (Patrícia Moreira)

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