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1º Fórum da Saúde discute futuro do SUS da região do Alto Tapajós

Bruno Felipe

Aconteceu na manhã da última sexta feira 06 (Dia Nacional de Promoção da Saúde), o 1º Fórum do Hospital Regional de Alta Floresta ‘Albert Sabin’, com o objetivo de discutir o futuro da saúde da região do Alto Tapajós, além de apresentar através do HRAF, a Produção Hospitalar da série histórica dos anos de 2015, 2016 e 2017, sobre as áreas, ações e serviços prestados aos usuários do SUS na região. “Tivemos um alinhamento de pensamentos sobre qual é o papel do hospital; Houve uma crítica construtiva quando nós não abrimos ao público em geral, mas nesse momento nós precisamos alinhar com os profissionais e as pessoas das instituições que estão colaborando frequentemente com o hospital sobre qual é o pensamento de quem está dentro, em seguida nós vamos ter outra oportunidade onde possamos discutir com a população” disse o diretor do hospital José Marcos, em entrevista ao Jornal O Diário.

Na ocasião, estavam presentes os representantes do Escritório Regional de Saúde de Alta Floresta, o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (COSEMS/MT), o Secretário Adjunto de Saúde do estado de Mato Grosso Cassiano Moraes, o grupo Amigos do Hospital, entidades não governamentais, fundações municipais e a imprensa local. No fórum, foram discutidos meios para melhorar o atendimento no hospital e alavancar sugestões para o futuro do SUS na região do Alto Tapajós, com foco na qualidade, humanização e excelência da promoção, prevenção, atenção e recuperação das pessoas, através de análise do impacto epidemiológico, das conferências e projetos de saúde. “Nós tivemos um documento que foi elaborado dentro do fórum que são as demandas que norteiam as próximas ações do hospital, e isso é importante para a gente poder tomar as próximas atitudes”, disse José Marcos.

Um dos assuntos em pauta foi a condição atual do hospital em receber pacientes que poderiam ser atendidos em Unidades Básicas de Saúde, o que acarreta, segundo o diretor José, em uma demanda altíssima dentro do hospital, complicando o atendimento em pacientes emergenciais “Se a gente resolve isso esse paciente para de utilizar do serviço de atenção básica e abre espaço para outros utilizarem; Aquilo que não é urgência e emergência, acaba consumindo muita energia do hospital, muitos recursos do hospital, quando poderia ser feito no local mais tranquilo como é o caso dos postos de saúde, do pronto atendimento fora do hospital”, disse ele. Anualmente o Hospital recebe cerca de 33.977 mil pacientes, o que representa 87 % das pessoas atendidas na região do Alto Tapajós.

Outro ponto em destaque, foi a questão do funcionamento do hospital, que atualmente está em atividade sem o alvará da Vigilância Sanitária, devido, segundo José, as estruturas terem sido ampliadas sem assentir a vigilância “O hospital não possui alvará sanitário, ele tem o alvará de funcionamento, mas não tem alvará sanitário; Exatamente porque o projeto dele, ele precisa passar pela vigilância para essa aprovação e essa aprovação é difícil, com a estrutura que nós temos” disse ele.

O Secretário Adjunto de Saúde de Mato Grosso ressaltou que o fórum foi fundamental para fomentar duvidas aos funcionários, além de colaborar para o crescimento do SUS na região “Vamos compilar toda essa demanda que foi feita no fórum, principalmente as sugestões que foram colocadas ao final; E esse debate todo vai ser discutido lá na secretaria para que a gente possa viabilizar as melhorias e o componente da rede aqui nesta região”, disse o secretário em entrevista para o Jornal O Diário.

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