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Sindicato rejeita fundo que aumentará preço dos combustíveis em MT

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A Associação dos Comerciantes de Materiais para Construção (Acomac) e o Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção, Elétrica, Hidráulica, Louças, Tintas, Ferragens e Vidraçaria (Sindcomac) decidiram aderir à implantação do Fundo de Estabilização Fiscal, apoiando o projeto do Governo de Mato Grosso. O governador Pedro Taques se reuniu com o segmento nesta sexta-feira, quando apresentou todos os dados financeiros do Estado e o projeto do Fundo de Estabilização, que ainda está sendo elaborado, em conjunto a vários segmentos da economia mato-grossense.

Para o presidente da Acomac, Gustavo Nascimento, a medida é realmente necessária, diante do quadro econômico em que o Estado se encontra. “Somos um segmento parceiro e queremos ver este Estado se desenvolvendo. Portanto, aderimos a esta ideia do Fundo de Estabilização para que, juntos, consigamos de fato colocar o Estado nos trilhos e ver esse desenvolvimento”, disse.

Ainda segundo Nascimento, a Associação e o Sindicato comunicarão a todos os associados e lojas nos próximos dias. “Antes de vir aqui, tínhamos ouvido vários empresários do Estado e já comunicamos a eles que nosso posicionamento eria favorável a esta parceria com o Estado”, afirmou Gustavo.

CONTRA

Dando continuidade aos diálogos com os segmentos da sociedade civil organizada, que começaram há algumas semanas, o governador Pedro Taques também recebeu os membros do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipetróleo) e Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas (Sindmat), nesta sexta. Os representantes também conheceram o cenário econômico do estado e ouviram sugestões do Governo, tirando dúvidas sobre a implantação do Fundo de Estabilização.

Com o Sindipetróleo, o debate continuará nos próximos dias. A entidade não aceita o novo fundo que gerará um aumento estimado de R$ 0,20 no preço do óleo diesel no Estado.

O secretário de Fazenda, Rogério Gallo, explicou que o Governo do Estado tem sido absolutamente democrático em relação ao tema e garante que nada será feito sem o consenso com todos os setores. “Estamos dialogando com todos os setores e negociando o menor impacto possível. Para que o Estado consiga sair dessa situação difícil para o fluxo de caixa e que não tenhamos problemas também em relação a sociedade, estamos chamando os setores para que eles ofereçam sua contrapartida em benefício do Estado e que todos saiam ganhando no final”, disse o secretário.

Taques tem mantido diálogo com vários setores para que a criação e implantação do Fundo de Estabilização Fiscal possam ser levadas adiante. Esta semana, nos dias 20 e 22 de fevereiro, empresários do setor agropecuário tiveram acesso às contas do governo e conheceram a proposta do Fundo.

Durante a apresentação do fechamento do exercício de janeiro, por exemplo, ficou claro que a receita vem crescendo, mas mesmo assim o Estado não tem fluxo de caixa. Os recursos são divididos entre os municípios, percentuais garantidos em lei, entre eles do ICMS e Fundeb e ainda aos Poderes e servidores, cujos aumentos foram concedidos por outros governos e que obrigam o cumprimento. “Está claro que o Estado segue em uma situação delicada e vamos analisar juntos cada proposta. Vamos discutir com cada setor envolvido antes de enviar o projeto do Fundo para a Assembleia Legislativa e não mandaremos aos deputados enquanto todos não estiverem de acordo”, garantiu o governador. (Folha Max)

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