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Para 78% dos brasileiros a corrupção “aumentou”

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Uma pesquisa da Transparência Internacional, divulgada semana passada, mostrou que 11% dos brasileiros assumiram “pagar propina para ter acesso a serviços públicos, como saúde, educação, serviço de polícia ou emissão de documentos”. É o segundo menor índice da América Latina e Caribe, atrás apenas de Trinidad e Tobago, onde 6% admitiram pagamento de propina.

Foram ouvidas 22.302 pessoas com idades a partir de 16 anos, em 20 países. A margem de erro é de 2,8% e o nível de confiança, 95%. A pesquisa se baseia no relato das pessoas entrevistadas para medir a percepção da corrupção em cada país. Apesar da divulgação ser recente, a época da colheita de dados coincide com o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

No México, 51% dos entrevistados admitiram pagamento de propina. No Peru, foram 39%. Na Argentina, 16%; no Uruguai e no Chile idênticos 22%. O levantamento também mostrou o Brasil como o país onde é maior a taxa dos que acreditam que pessoas comuns podem fazer a diferença no combate à corrupção (83%). Em seguida aparecem Costa Rica e Paraguai, com 82%.

Além disso, 81% dos entrevistados brasileiros disseram que, se presenciassem um ato de corrupção, estariam dispostos a denunciá-lo. Esse índice é maior só no Uruguai (83%) e na Costa Rica (82%).

No entanto, a pesquisa apontou um aumento da percepção com relação à corrupção no Brasil. Entre maio e junho de 2016, período em que a Transparência Internacional ouviu entrevistados do país, 78% achavam que a corrupção tinha aumentado nos 12 meses anteriores.

A época da pesquisa coincide com o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Apenas Venezuela (87%), Chile (80%) e Peru (79%) haviam tido percepção maior de aumento da corrupção nos 12 meses anteriores à pesquisa.

Embora os dados tivessem sido divulgados há poucos dias, a pesquisa não abrange a gestão Temer – por ser anterior à sua posse como presidente. (espacovital.com.br)

 

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