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Governo insiste em usar Fethab para resolver saúde, Acrimat considera “desvio de finalidade”

“Nós não estamos sentados num cofre de ouro”

Pedro TaquesA reunião realizada na noite de sexta-feira, 09, no Sindicato Rural de Alta Floresta com a presença de várias entidades, mostrou um choque de posicionamentos em relação ao governo estadual e os produtores rurais (e prefeitos). Durante pouco mais de uma hora em que o governador Pedro Taques (PSDB) esteve à frente das entidades, no momento em que discutia a necessidade de ampliação do Hospital Regional, falou pelo menos 6 vezes que pretendia utilizar o dinheiro do Fethab para investir nos 7 hospitais regionais de Mato Grosso, mas em todas as vezes foi de pronto confrontado pela Acrimat, representado pelo diretor Tecnico Francisco de Salles Manzi e pelo prefeito de Alta Floresta Asiel Bezerra de Araújo. O recurso do Fethab foi concebido originalmente para manutenção de estradas e pontes, passou por uma alteração no governo atual sendo ampliado para utilização em pavimentação asfáltica.

“O que precisa ficar bem claro, em primeiro lugar, nós não estamos sentados num cofre de ouro, segundo, nós não estamos alheios ao problema da saúde, o problema da saúde é fundamental, mas o Fethab foi criado com uma finalidade, nós somos a favor de se carimbar o dinheiro”, explicou Manzi à reportagem do O Diário.

Para justificar a posição da Acrimat, Manzi usou o exemplo que conheceu na própria reunião aonde um grupo de pessoas de Alta Floresta, empresários, profissionais liberais, produtores, religiosos, se apresentou como os “AMIGHOS” do Hospital, para realizar ações que visam angariar recursos para a construção de uma nova ala para cirurgias e a cozinha da unidade de saúde, “você imagina se esses amigos juntarem e passar o chapéu no comércio, junto aos produtores, quando eles conseguirem o dinheiro o governador vem e, não, não, ao invés de fazer o hospital, vamos fazer o saneamento básico, isso a gente considera um desvio, é um exemplo semelhante”, analisou.

Atualmente, explica Manzi, os produtores de Mato Grosso pagam as maiores taxas de impostos do país, “se você mandar 100 animais para o frigorifico, você paga 4 mil reais (de taxas), enquanto é 2,700 em Mato Grosso do Sul e apenas 700 reais no Paraná”, afirmou.

O diretor da Acrimat utilizou frase atribuída ao Papa João XXIII em que “o desenvolvimento é o novo nome da Paz”, fazendo analogia ao setor de produção, “a partir do momento em que você tem o desenvolvimento, você tem as estradas de qualidade, você aumenta a produção, aumenta a arrecadação que vai ser destinada à saúde, mas indiretamente, você pura e simplesmente você tirar todo o recurso para bancar o hospital, aí fica o produtor lá com estrada ruim e daqui a pouco nem a ambulância pode trazer o doente para o hospital, pois ele não vai conseguir chegar”, finalizou.

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