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Após desocupação, policiais devem ficar em garimpo por tempo indeterminado

Cerca de 107 policiais fizeram nova desocupação nesta quarta-feira (3). Dois homens foram presos durante ação, segundo o governo.

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G1/MT

Após a quarta desocupação, forças policiais civis e militares devem continuar no garimpo da Serra da Borda, no município de Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá, para reforças a segurança no local. Cerca de 107 agentes das forças de segurança entraram na área nesta quarta-feira (3) e participaram da ação de desintrusão. Os policiais devem permanecer no local por tempo indeterminado, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT).

De acordo com a pasta, os profissionais devem se revezar para a “manutenção da ordem pública e segurança no entorno do garimpo”.

Na próxima quinta-feira (4), os policiais devem fazer uma varredura na área à procura de materiais químicos e outros equipamentos utilizados para a prática de crimes contra o meio ambiente.

Durante a ação de desocupação, dois homens foram presos no local por crime ambiental, informou a Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT).

Os suspeitos disseram aos policiais que continuaram no garimpo porque não havia lugar nos caminhões providenciados pelos próprios garimpeiros para fazer a retirada dos invasores na terça-feira (2). Eles foram levados para a Delegacia de Pontes e Lacerda.

Quando o garimpo voltou a ser invadido, em março deste ano, a estimativa era de que 3 mil pessoas estivessem no local. Até essa terça-feira (2), quando foi feita reunião entre a Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT) e o Ministério Público do Estado (MPE) para decidir quais ações tomar em relação à invasão, a quantidade estimada de garimpeiros ilegais tinha caído para 240.

Garimpo
A Serra da Borda começou a ser invadida em setembro de 2015 e reuniu milhares de pessoas naquela região desde então. A mais recente desintrusão, realizada pela Sesp-MT em janeiro deste ano, teve a participação de mais de 100 policiais. Na ocasião, duas pessoas foram presas por usurpação de matéria-prima da União e extração de recursos minerais sem licença.

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