quinta-feira , julho 19 2018
              
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Tiro e Queda – Sexta Feira

O prefeito interino Ângelo Campos reuniu-se ontem pela manhã com a juíza Milena Ramos de Lima Paro, da Sexta Vara, da Comarca de Alta Floresta e com o promotor Luciano Martins, para pedir dilação de prazo, pelo menos 30 dias, para cumprir a determinação dada na Liminar concedida no ano passado pela Justiça, a pedido do MPE, cujo não cumprimento culminou com a decisão desta semana de afastamento do prefeito Asiel Bezerra de Araújo e do Secretário de Saúde Manoel João Marques Rodrigues.

Segundo o que Ângelo disse, é provável que seja concedido mais prazo para que ele possa por em prática a decisão judicial que consiste em, instalar relógios pontos em todos os postos de saúde e a exigência de que todos os médicos “picotem” os pontos, além da contratação de médicos para todos os postos de saúde e dos PSF’s de Alta Floresta.

Segundo o que foi informado em nota à imprensa produzida pela assessoria de comunicação ainda na terça-feira, a aquisição dos relógios pontos e a instalação dos mesmos já haviam sido providenciadas pela administração antes do afastamento. O grande entrave da situação é a condição dos médicos que, segundo amplamente anunciado por toda a mídia, estão relutantes em aceitar a imposição da justiça no sentido de “picotarem” os pontos.

Ontem nós tentamos diversos contatos telefônicos com o presidente da Associação medica de Alta Floresta Dr Duarte Guerra, no sentido de obtermos uma posição da classe, mas segundo a uma secretária do médico, ele teve problemas de ordem familiar e não atendeu nesta quinta-feira, não sendo possível obter o posicionamento oficial dos médicos.

Extraoficialmente, no entanto, o posicionamento dos médicos seria o de não acatar a decisão, preferindo, praticamente todos eles, pedirem a finalização de seus vínculos trabalhistas para que possam, alguns, dedicarem-se a seus consultórios particulares, outros até mudar de cidade.

Estamos diante de um impasse sem precedentes. De um lado, o posicionamento dos médicos que, ao menos extraoficialmente, não querem se subjugar à imposição da Justiça, preferindo desligarem-se do serviço público, e de outro a administração municipal que, seja com Asiel, seja com Ângelo Campos, que não conseguirá cumprir o que determinou a Justiça após pedido do MPE.

No meio deste “troço” todo, sim, troço, porque não tem nem como dar a isto uma nomenclatura, está o povo de Alta Floresta que continua com problemas na saúde e a tendência é de piorar ainda mais.

O prefeito interino Ângelo Campos tem 10 dias de prazo (ou 30 se conseguir a dilação pretendida), para cumprir a determinação judicial, só que dificilmente conseguirá, uma vez que não depende dele a solução e sim dos médicos aceitar o que está previsto, visto que, como já disse, é a única parte da decisão judicial que ainda não foi cumprida.

Esse “troço” todo, ou “angu de caroço”, ou o que os leitores do Tiro e Queda quiserem chamar, só gerou uma instabilidade administrativa sem precedentes.

E a bem da verdade, e quem mora em Alta Floresta há muitos anos sabe do que estou falando, nenhum dos prefeitos de Alta Floresta, seja Asiel, seja a ex-prefeita Maria IZaura, ou mesmo Romoaldo, Vicente, Robson Silva, nenhum enfim, conseguiu manter “todos os postos com médicos”, como quer o Ministério Público.

No mandato passado, por exemplo, quando a secretária era Lucia Tizo e a prefeita era a MIDA, não havia médicos na maioria dos postos, o atendimento era de no máximo duas horas e médico ia embora, eram atendidas 15 pessoas por dia, isso quando médico ia, e nunca se fez nada. O “advogado” de MIDA, que por “coincidência” era Promotor de Justiça sabia disso nunca fez nada, talvez para não gerar a instabilidade administrativa instalada atualmente.

Então, com todo respeito a todos os envolvidos neste “troço” que virou essa confusão toda, isso não vai dar em nada, ou melhor, já deu o que tinha que dar…

O problema está exposto à comunidade, o prefeito foi afastado do cargo, o vice assumiu e “despachou” todo mundo e não vai conseguir cumprir a decisão a não ser que os médicos aceitem o que foi imposto pela MPE e a Justiça.

Nesta ultima hipótese, convenhamos, se os médicos quisessem mesmo atender à decisão, atenderiam com o Dr Asiel que é médico igual a eles. Tá entendendo que o únicos que estão perdendo são os usuários do serviço de saúde?

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