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Tiro e Queda Segunda Feira

A Polícia Militar irá acatar uma Portaria da Secretaria de Segurança Pública, de 2009, que “regula” o acesso da imprensa de Alta Floresta aos Boletins de Ocorrência e também a coleta de imagens de depoimentos (entrevistas) dentro do Posto da Polícia Militar instalado no “setor C”. Na prática, a partir de agora, a pessoa que for detida por qualquer delito só irá atender a imprensa, se ela quiser. As imagens (fotos e vídeos) só poderão ser feitas, ao crivo da imprensa, se forem do lado de fora do Posto da PM, enfim, mais dificuldades para o trabalho da imprensa, por um lado, porém, mais segurança para os policiais militares e para a própria imprensa, de outro lado, já que o famoso “direito de imagem” é algo que pode gerar muita dor de cabeça para todas as partes que estejam envolvidas numa eventual divulgação.

Mas o que gerou esta nova ordem? Justamente um caso envolvendo um colega de imprensa. Em reunião realizada na sexta-feira pela manhã, entre o comando da polícia e a imprensa, ficou claro, um apresentador de TV, depois de tomar umas e outras e perder a cabeça, dias desses, acabou criando uma situação embaraçosa tanto para a sua família, quanto para a sociedade. Uma emissora de TV fez a divulgação ampla do fato, expos o apresentador e… o caso foi parar lá no MPE e pelo que foi dito pelo comandante da PM, cel Ribeiro, a reclamação no MPE é contra a Polícia, acusada de ter que facilitado a divulgação dos dados para a imprensa.

O que você que está lendo este Tiro e Queda não sabe, é que, a TV que mostrou a matéria é justamente a TV que o apresentador trabalha. Isso mesmo, ao invés de resolver a parada entre eles, o caso acabou parando no MPE e a limitação agora será para todo mundo.

Segundo o comandante da Polícia, há vários outros casos em que as pessoas reclamaram da exposição na imprensa. Até nós aqui do O Diário já pecamos, porque não? Afinal, somos humanos e como seres humanos, erramos também.

Agora, a opinião (infeliz) de um dito cujo, durante a reunião, precisa ser analisada mais a fundo. O caso que se discutia era desse profissional de imprensa que teve sua imagem divulgada em sua própria emissora, quando um repórter de uma rádio afirmou que O Diário havia divulgado uma matéria e que ele não havia gostado da forma como havia sido feita. “Eu acho que o pessoal vai ter que dar uma maneirada (…) eu acho que não tem necessidade de por aquilo no jornal”.

Analisando a fala desse “expert” em imprensa, chegamos aqui na redação à seguinte conclusão. O “sabe tudo” será nosso próximo contratado, vai virar “redator chefe” aqui no O Dário. A partir de hoje todas as matérias passarão pelo crivo do “bonzão”. Se ele disser, divulga, “nóis divulga”, se ele disser, não, não será divulgado.

Na boa, “repórti” só não vale matar as pessoas como fizeram recentemente em uma das reportagens em que uma pessoa teve a “morte antecipada” e a mãe da “sua vítima” correu para a porta do Hospital Regional e quase teve uma parada cardíaca (de verdade, não como a morte de mentirinha que você criou).

Imagem, é coisa séria. Vida das pessoas é coisa séria. O Diário, é sério também…

Enfim, “macaco senta no rabo e fala do outro”.

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